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Viva santidade hoje! Estudo Metafísico do Acampamento dos Cedros - Tema: O Homem.

Craig L. Ghislin, C.S., Glen Ellyn (Bartlett), IL
Posted Monday, September 1st, 2014

CIÊNCIA CRISTÃ - LIÇÃO BÍBLICA

Viva “santidade” hoje!

Estudo Metafísico do Acampamento dos Cedros

Uma ajuda para o estudo da Lição Bíblica

Tema: O HOMEM
De 1º a 7 de setembro de 2014

Abreviações: Bíblia – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH;
Ciência Cristã – CC; Ciência e Saúde – CS; Lição Bíblica – LB; MSG – Bíblia A Mensagem

Você já pensou sobre si mesmo como santo? A palavra “santo” no Apocalipse significa: consagrado, santificado. Bem compreendido, quando se lê no contexto a frase usada no Texto Áureo ela mais parece um veredito do que um édito. Comentaristas estão mais ou menos de acordo em sua interpretação de que o versículo como um todo significa que no estado em que te encontrares no dia do julgamento, é nesse estado que permanecerás, seja ele bom ou mau.
Tenho certeza de que não é assim que os compiladores desta Lição desejam que pensemos a respeito. Quando se leva em conta todo o capítulo pode-se ver que a cena descrita por João se refere ao novo céu e à nova terra. Lá não há noite, e nada pecaminoso ou ruim tem lugar nessa cidade celestial. Nesse sentido, o bem e o mal estão separados; e se aplicado à nossa vida, o chamado para sermos santos é um apelo para excluirmos todo mal e pestilência de nossa vida agora mesmo, e trazer aquele estado celestial para a nossa atual existência.
Um dos dizeres em nossa família é: “Viva no reino”. Jesus nos diz que o reino de Deus está dentro de nós, de modo que viver no reino é demonstrar santidade aqui mesmo. O bem que fazemos está pronto e não pode ser contaminado. O mal que tente infiltrar-se em nossa santidade é visto pelo que ele é—ninguém e nada—e assim é expulso.

Leitura Alternada
Modernamente parece haver uma tendência geral de pensar sobre a natureza, inclusive a fauna silvestre, como algo mais puro, santo e inocente—basicamente mais próximo ao divino—do que ao homem. O habitante da terra muitas vezes é tratado como o malvado que polui a terra, profana a natureza e mata animais selvagens para seu próprio proveito sem atentar para as consequências de suas ações nas gerações futuras.
O primeiro capítulo do Gênesis assume um ponto de vista completamente diferente. Aqui, toda a criação é boa e pura—fazendo exatamente o que Deus quer, mas a criação do homem é de preeminente importância. O teólogo Albert Barnes chama a atenção que “nas primeiras ordens da criação Suas palavras se referem à coisa que estava sendo criada; como p.ex.: ‘que haja luz’; ou a algum objeto pré-existente conectado com a nova criatura, como: ‘que a terra produza erva.’ Mas eis que agora o decreto da criação se eleva ao próprio Criador: ’Façamos o homem’. Isso insinua que o novo ser tem sua mais elevada natureza associada não tanto a alguma parte da criação mas sim com o próprio Infinito Não-criado/Autóctone.” O homem é uma nova espécie, diferente de tudo e criado na semelhança de Deus. Ele é mais próximo ao divino do que tudo mais. Deus se manifesta por intermédio de Sua imagem, o homem.
Logicamente, a figura humana do homem está longe dessa visão elevada. Perdeu o homem sua perfeição? Ou nunca teve? Sendo assim, é possível ser outra uma vez o homem que Deus criou? As Escrituras nos lembram seguidamente de que nossa verdadeira natureza deve ser santa porque Deus mesmo é santo. Qualquer aparência que tenha o cenário humano, nossa verdadeira natureza está intacta. O cenário humano muda mas a ordem de Deus nunca mudou. Ele criou o homem perfeito, e o homem tem de permanecer perfeito porque no céu—na realidade—a palavra de Deus é Sua ordem e é assentada para sempre. A ordem criadora de Deus é verdadeira para cada um de nós em todas as épocas.
Embora pareça que nos desviamos, a palavra de Deus é sempre presente para iluminar-nos o caminho. O salmista ora para que nenhuma iniquidade—nenhuma forma de pecado, paixão malévola ou propensão ruim possa dominá-lo. A palavra usada como “iniquidade” significa: “arquejar (balancear-se); estritamente nulidade; também problema, vaidade, perversidade...”. Assim o salmista está pedindo para não ser sobrecarregado pelo desejo de perseguir objetivos sem resultado e que levam a problemas. Ele busca apenas a compreensão dos estatutos de Deus, e promete devotar-se a eles.
Outra palavra para santidade é “consagrado”, que significa “posto à parte, separado” de um uso comum para um sagrado; devotado ou dedicado ao serviço de Deus” (Students Reference Dictionary). Assim o chamamento para ser santo é para permanecer devotado à nossa verdadeira natureza e a serviço de Deus. Webster coloca do seguinte modo: “Dizemos que um homem é santo, quando seu coração está conformado em certo grau à imagem de Deus e sua vida é regulada por preceitos divinos.” Isto soa como algo a ser buscado.

Seção 1: Deus criou o homem santo
As linhas de abertura desta Lição são palavras de Jó (B1, Jó 16:19). Como vocês sabem, Jó havia sofrido uma grande perda e atacado por uma séria doença. Três de seus amigos que supostamente haviam vindo para ajudá-lo, na realidade procuravam meios de justificar a condição de Jó citando vários pontos teológicos que nitidamente indicavam a eles, que ele deveria ser condenado por algum desvio de conduta e por isso merecia o que estava passando. Não é muito diferente do modo de ver humano de hoje, que nos faz ponderar o que fizemos de errado para estar em problema. Jó aferrou-se à sua inocência, e chamou por Deus para ser sua testemunha. Ele apelou aos registros do céu onde consta que Deus conhecia Jó, embora o mundo não pudesse vê-lo. O versículo de Jó 33:4 (B2) pode ser um pouco confuso. No contexto, são palavras de Eliú. Comentários Bíblicos que tenho consultado basicamente consideram essas palavras de Eliú dirigidas a Jó para dizer que não irá julga-lo, como os outros três, mas que ele tal qual Jó é homem criado por Deus. Na segunda parte da citação (B2, Jó 33:9) Eliú declara seu entendimento da situação de Jó. O sentido espiritual de tudo isso é que Jó continua afirmando sua inocência e apegando-se a ela—mesmo em meio à calamidade.
Tal como Jó, também nós temos que reclamar/reivindicar nossa inocência, nossa santidade. É interessante notar também, que Jó não estava apenas alegando sua inocência—pois a narrativa mostra que ele realmente era inocente. O autor dos Salmos também apela a Deus por ajuda porque sempre manteve a lei de Deus e tem total confiança no Senhor (B3, Salmo 86:2). Mas ocorre-lhe a questão de como é possível que um ser aparentemente tão insignificante como o homem, que comumente comete erros, quando comparado às maravilhas do universo, possa (esse homem) ser agraciado com domínio sobre a terra (B4, Isaias 63: 16). As Escrituras muitas vezes expõem diversos pontos de vista antes de entrar nos fatos espirituais. Esses variados pontos de vista servem para vir ao encontro do leitor(a) onde quer que se encontre. São exemplos dos desafios que temos pela frente e dão instruções sobre como enfrentá-los. Depois de postar o problema, o salmista retorna com declarações fortes de fé e confiança de que mesmo diante de situação terrível, Deus pode corrigi-la com Sua lei infalível e Seu Amor infinito. A citação B5 (Salmo 17:15) é o versículo final de todo um salmo que apela a Deus para manter a inocência do peticionário face a oposição viciosa. Vale a pena ler o Salmo inteiro porque ele revela a profundidade da confiança em Deus, apesar dos que trabalham contra.
Hoje em dia sentimos a mesma oposição por todos os lados. Há dias em que nada mais somos do que uma espécie superior de animal—que Deus não influiu na criação; já outros dizem que Deus nos fez mortais e que somos castigados pelo pecado de Adão, ou qualquer coisa intermediária. Mary Baker Eddy colocou a pergunta “O que é o homem?” e trouxe uma resposta baseada na Bíblia: “As Escrituras nos informam que o homem é feito à imagem e semelhança de Deus” (CS1, 475:8). Mas ela continua, sustentando que o homem nunca pode ser menos do que aquilo que Deus criou. Se Deus fez o homem santo, esse nunca poderia apartar-se da santidade. Deus nunca permitiria que tal ocorresse. Em vez de dizer que um mortal pecador é uma ideia decaída de Deus, ela elimina qualquer conexão entre um mortal e Deus: “Um mortal pecador não é o homem criado por Deus” (p. 475:32). Ela vai mais longe afirmando que a existência mortal seja um sonho sem entidade (CS2, p. 250:7). Ela afirma, então, que despertar do sonho mortal acabará com a crença na mortalidade, em geral.
Como pode ela afirmar tais coisas? Enquanto as ciências materiais se baseiam em provas da observação dos sentidos, Eddy baseou suas provas na sua compreensão de Deus. Ela aceita completamente o ponto de vista bíblico de que Deus é o único poder e única presença. Ela não pensa do homem como biológico ou como um espírito em um corpo físico. Deus é o Princípio do homem, e o homem, por isso, não é mortal (CS4, p. 476). Sustentar esse ponto de vista faz uma grande diferença. Até mesmo uma pequena consciência de nossa verdadeira relação com Deus e nossa natureza espiritual, influencia nossa experiência, e as limitações da crença material começam a desaparecer (CS5, 492). O restante da Lição nos orienta como fazer isso.

Seção 2: O homem não pode ser separado da Santidade
Em B5 o salmista escreve que ele só ficará satisfeito quando acordar à semelhança de Deus. No entanto, a maior parte do mundo é atraída pelas tentações da carne. Os desejos da carne são insaciáveis,​ impossíveis de satisfazer. São as iniquidades as quais o salmista falou que são falsas, nada. Aqui em Levítico temos a ordem de sermos santos, nos santificar abstendo-nos de práticas idólatras e observarmos os mandamentos do Senhor (B6). Mais uma vez, pergunta o salmista como um ser tão vaidoso quanto o homem pode ser digno do amor de Deus. O homem mortal é tão transitório como uma sombra, um pontinho virtual na tela do tempo. Adam Clarke explica que as bênçãos listadas no Salmo 144 (B7) não são esperanças futuras, mas realidades presentes. Ele escreve: "Todas estas expressões devem ser entendidas no tempo presente." A comparação do homem à vaidade está basicamente dizendo que não devemos buscar por valores mortais que são insubstanciais e não são permanentes. Considerando que a devoção a Deus assegura a estabilidade da nação, ter filhos leais, proporciona força, segurança e esperança para a nação como plantas viçosas; e filhas de quem a posteridade depende, como pedras angulares, lavradas como colunas de palácio. Essas bênçãos incluem abundância, ordem, realização, contentamento e alegria e nenhuma dessas bênçãos pode ser encontrada a não ser servindo a Deus. A obra do Senhor redime o homem e cumpre seu propósito (B8). Barnes diz que o desejo aqui é "esclarecer tudo o que existe, que faz parte do caráter divino, que é 'belo', que é adequado para as pessoas guardarem nos corações, admirarem, agradecerem e amarem pode ser assim manifesto neles, e que todos podem ver a excelência de seu caráter e que suas relações com outras pessoas podem ser moldadas de forma a manter a beleza e o encanto desse caráter, constantemente diante deles”. "… tu, ó Senhor, és nosso Pai; nosso Redentor é o teu nome desde a antiguidade.” (B9).
"Na Ciência divina" – que é outra maneira de dizer, "na realidade" – “Deus e o homem real são inseparáveis como Princípio divino e ideia divina” (CS6). As esperanças do salmista são fatos presentes, pois o homem real nunca pode ser separado de Deus. A única coisa que nos faz pensar que estamos separados Dele é um falso sentido material das coisas. A "doutrina da Ciência Cristã" baseia-se a partir da perspectiva divina. Não é que o homem não pode ser privado do Amor divino, mas que o Amor divino não pode ser privado de sua manifestação, o homem (B7). A alegria não pode ser transformada em dor, o bem nunca pode causar o mal, "a matéria não pode produzir mente, nem a vida resultar na morte." Nessa realidade sagrada o Homem é perfeito, porque Deus governa o homem.
Nosso livro texto nos incita deixar de lado a crença de que o homem possa ser separado de Deus. A chave de tudo é a nossa obediência à lei de Deus. Ela diz que a obediência é "o grande ponto de partida para todo o verdadeiro crescimento espiritual" (B8). Isso é realmente importante. Não é realmente suficiente refletir sobre a lei ou, simplesmente estar familiarizado com ela. Precisamos obedecer. As instruções de Mary Baker Eddy são tão claras que é desnecessário enfeitá-las. Precisamos perceber que não temos de andar de acordo com o que o mundo pensa sobre nós. Queremos deixar-nos mover pela energia do Espírito e deixar que ela nos forme de novo (CS9). A promessa também é totalmente clara e simples. “Quando compreendemos plenamente nossa relação com Deus - não podemos ter nenhuma outra Mente senão a dEle – nenhum outro Amor, sabedoria ou Verdade, nenhum outro senso de Vida e nenhuma consciência da existência da matéria, ou seja, do erro” (CS10).  Nossa obediência e devoção- nossa santidade- é a chave.

Seção 3: A santidade é a obediência aos Mandamentos
Uma das maneiras de provar a santidade é através da obediência aos Mandamentos (B10). Como falado antes, a expectativa da santidade é possível porque o homem é a expressão de Deus. Esperava-se que os filhos de Israel fossem os únicos entre as nações como sendo aqueles que se abstinham de toda impureza e idolatria. Eles deviam honrar o sábado e abster-se de servir a ídolos. Sua origem implicava em que os assim chamados “outros deuses” eram “nada”. Eles não têm poder, se não houver quem acredite neles. Só Deus é digno de adoração porque Ele é autoexistente e eterno.
Os filhos de Israel deveriam ser honestos nos negócios e nos assuntos pessoais, não enganar ou roubar, espalhar mentiras ou fofocas. Eles não deveriam julgar com base na riqueza, carência ou status, mas deveriam considerar todos com igual respeito. Eles não deveriam apenas evitar odiar uns aos outros, mas eles deveriam abster-se de guardar rancores ou ampliar as faltas de seus irmãos. Em suma, eles deviam amar uns aos outros.
Então, mesmo que alguém cumpra todos os mandamentos em relação ao seu semelhante, isso não significa necessariamente que ele seja um santo. Qualquer indivíduo pode tratar seus semelhantes com justiça, respeito e honestidade; mas para ser santo, é preciso amar a Deus (B11). A lei não vem de homens: A verdadeira essência da lei vem de Deus. A lei está em nossos corações, porque Deus a colocou lá (B12). Sendo assim, parece ser desnecessário ensinar a lei porque todos já devem tê-la dentro de si. A posição do estudioso John Gill, no século XVIII sobre a passagem em Eclesiastes (B13) é a mesma de Eddy (CS12). Ele escreve: "isto é a integridade do homem; e faz do homem um homem integro, perfeito, completo, sem nada esperar; enquanto sem isso, ele nada seria, mesmo que tivesse sabedoria, riqueza, honra, e os lucros deste mundo” [grifo nosso]. Praticar os requisitos de Deus é, como Matthew Poole diz, todo o nosso trabalho e empreendimento, toda a nossa perfeição e felicidade, e a soma de tudo o que precisamos saber, fazer e desfrutar.
Ciência e Saúde nos diz que, "A Verdade, a Vida e o Amor são as únicas exigências legítimas e eternas feitas ao homem..." (CS11). Essas leis provêm claramente de Deus e não do homem. Observa-se novamente que os profetas do passado levaram a humanidade a um culto espiritual. Essas ideias espirituais não são o produto da imaginação humana ou ingenuidade. Elas vêm de Deus (CS13). Compreendemos essas leis espirituais através do nosso sentido espiritual. O senso material se rebela contra a santidade. Quanto mais conhecemos a Deus, mais claramente, vamos entender nosso relacionamento com Ele e o valor de Seus estatutos (CS14).  Eddy nos lembra que pedir não é suficiente. Precisamos de tempo para sermos melhores, e precisamos provar isso em nossa vida a cada dia (CS15).

Seção 4: Santidade é libertação do pecado, é  estar vivendo no Reino
A afirmação: "sede santos" é possível porque o nosso Criador é santo (B14). Jesus Cristo ensinou que devemos abraçar a santidade agora e que não temos de esperar por ela. Considera-se geralmente além de nossas capacidades viver uma vida santa, separada das influências mundanas, mas o Mestre nos encoraja a arrepender-nos do pecado e a acreditar na boa notícia de que o reino de Deus não está longe, mas dentro de nós (B15, 16). O caminho para encontrar este reino é viver uma vida pura. Costumo usar a analogia de uma janela para explicar a necessidade de pureza. Se uma janela está coberta de lama, não se pode enxergar de fora, e ninguém pode ver de dentro. Quanto mais limpa a janela, mais clara nossa visão. Da mesma forma, quanto mais claros e mais puros são nossos pensamentos, mais claro veremos a Deus e, portanto, viveremos em conformidade com Ele (B17).
Jesus nos ordena a ser perfeitos como o Pai é perfeito. Isso é muitas vezes incompreendido, porque muitas vezes as pessoas dizem "ninguém é perfeito", e que a perfeição no cenário humano não é possível. Jesus está nos dizendo para ser humanamente perfeitos? Como é que alguém pode definir o que é isso? Tudo o que é visto de uma perspectiva humana é subjetivo e o que pode ser perfeito para um não é para outro. Conforme utilizado nas Escrituras, a palavra "perfeito" significa "terminado, completo, puro, santo". Podemos dizer que a perfeição é alcançada quando refletimos Deus sem qualquer indício de ódio, calúnia, luxúria, avareza, desonestidade, injustiça, em suma , sem pecado. Quando cumprimos todas as exigências do Sermão da Montanha e vivemos como Jesus ensinou, estamos totalmente adultos e maduros como cristãos, e esse é o nosso objetivo.
Jesus sabia que os filhos dos homens não poderiam cumprir suas exigências, mas ele podia esperar isso do homem real criado por Deus (CS16). O livro texto diz-nos que “Admitir para si mesmo que o homem é a própria semelhança de Deus, dá ao homem liberdade para compreender plenamente a ideia infinita” (CS17). Se pensarmos em nós mesmos como incapazes de sermos livres do pecado, não teremos muito sucesso em superar o pecado. Como Jesus viu apenas o homem real, na realidade o homem já é a imagem de Deus, sem pecado. Eddy argumentou que, porque Deus fez o homem, é impossível para o homem ser menos do que aquilo que Deus o fez para ser. Mantendo firmemente o nosso pensamento na realidade espiritual, isso nos atrai para a realidade. À medida que buscamos a santidade, a nossa vida direciona-se espontaneamente para o bem, e o erro é assim corrigido (CS18). Afinal, os erros dos sentidos parecem tão longe da realidade que desaparecem para sempre, dando lugar à nossa verdadeira individualidade, perfeita e santa (CS19).

Seção 5: A santidade inclui liberdade da doença
Por mais impossível que possa parecer a um homem livrar-se do pecado, para o sentido humano é muito difícil acreditar que o homem possa ficar livre da doença. Mas da mesma forma que o chamado à santidade nos separa do pecado, ele nos separa de todas as doenças físicas. Jesus, movido pelo poder do Espírito, curava o pecado e a doença da mesma forma. Uma das coisas que se destaca na cura de Jesus, do homem paralítico, (B19) é a dificuldade que tiveram para levar o homem a Jesus. Eles não conseguiram passar pela multidão, então, trouxeram-no pelo telhado. Não fizeram nada para detê-los. Sua fé e expectativa de cura por seus amigos era diligente e perseverante. Jesus tampouco permitia que a resistência dos fariseus impedisse a cura. Ele não via um homem doente punido pelos pecados. Ele via o homem real e o curava.
Adam Clarke comenta sobre essa cura, observando que aqele homem correspondeu imediatamente ao comando de Jesus. Essa era a prova pública de que ele estava curado do pecado e da doença. Clarke considera esse um exemplo para todos os homens: “Aquele que não se ergue nem fica em pé, mas continua rastejando na terra ou cai assim que se levanta, não foi ainda curado de sua paralisia espiritual.”
A santidade é uma coisa bela. Eddy diz que a beleza disso é que a Verdade expulsa reciprocamente o mal e cura o doente (CS20). Somos mais uma vez lembrados de que Jesus só via o homem perfeito e que essa visão curava a doença assim como o pecado (CS21). Observe que “o reino de Deus está intacto”. Sempre achei que “intacto” significasse que algo ainda não havia sido mexido. Mas, de acordo com o dicionário que Eddy usava, a palavra “intacto” significa “intocado”. Isso implica que o pecado ou a doença nunca se aproximam da realidade das coisas. Não precisamos fazer os doentes melhorarem nem transformar os pecadores em pessoas boas. O homem real nunca é tocado pela doença ou pelo pecado.
Independente de qual seja a reivindicação contra o homem, o problema é sempre uma sugestão mental, nunca uma condição física. Na citação CS24, temos instruções explícitas para o que precisamos fazer quando enfrentamos a doença ou o pecado. Precisamos nos ater à verdade e não deixar que mais nada tome conta do nosso pensamento. Tem muito “deixar” envolvido. Não deixe que nada ofusque seu senso claro e confiança serena; deixe que a Ciência Cristã apoie sua compreensão. Se fizermos essas coisas, todo erro será silenciado e substituído. Observe que nosso papel é manter nossos pensamentos focados na realidade e no reconhecimento do que a Vida é, para sempre. Isso é santidade, essa é a prática da Ciência Cristã. Quando fazemos nossa parte, tiramos o sentido corpóreo do caminho para que possamos ver Deus fazendo Sua parte. Nossa compreensão revela que a Verdade vence o erro, a imortalidade substitui a mortalidade e a harmonia silencia a discórdia. A santidade é de fato uma coisa bela.

Seção 6: Cristo é nossa Vida = a santidade é nossa Vida
Não é raro ver as pessoas dizendo coisas como: “O esporte é a minha vida”; “A música é a minha vida”; ou “Ensinar é a minha vida”. As pessoas não hesitam em declarar o que adoram que seja “sua vida”. A carta de Paulo aos Colossenses nos diz que os cristãos deveriam dizer “Cristo é a minha vida” (B21). Podemos honestamente dizer isso? Somos totalmente devotados a Cristo? Ou dedicamos a maior parte do nosso tempo e do nosso pensamento a outras coisas e, então, quando é conveniente damos um pouco mais de atenção a Cristo? Paulo suplicou aos cristãos romanos que não cedessem ao pensamento material, sensual e que transformassem seus corpos em um “sacrifício vivo” (B22). Em sua carta aos Filipenses, ele nos pede para termos uma mente perfeita -- um propósito santo --  assim como Jesus tinha (B23). Também Pedro nos diz para que sejamos fortes em nossa fé e que nos moldemos segundo a santidade e não fiquemos imitando a sensualidade e o materialismo.
A santidade é um empreendimento que vale a pena. Mary Baker Eddy achava que cada geração seria mais espiritual do que a anterior e que, gradualmente, o homem real e perfeito seria visto como o único homem existente. Ela nos lembra da carta de Paulo aos Colossenses e salienta que o homem real virá à luz conforme nossa compreensão se aprofunda (CS26). Mas há muito trabalho a ser feito. Precisamos aceitar a Ciência e abrir mão de tudo aquilo que se basear em modelos materiais (CS27). Sejamos realistas; as buscas mundiais são temporárias e transitórias. Os gostos mudam, as tendências vêm e vão, e nada é permanente ou certo. Mas nos devotarmos à santidade em tudo o que fazemos sempre nos aproximará do reino dos céus e de Deus. A proximidade com Deus fica mais forte e mais sábia a cada ano (CS28). Por que iríamos querer outra coisa? Somos apenas animais sociais vivendo uma existência temporária em um ambiente imprevisível? Ou somos ideias espirituais, criadas pela Mente divina? Podemos ser santos, mesmo nesse mundo hostil? Sim, podemos. Por quê? Porque nosso Deus é santo e somos Sua expressão. Vamos começar a viver a santidade hoje mesmo.
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Este estudo metafísico foi preparado por Craig L. Ghislin, C.S., Glen Ellyn, Illinois (Bartlett) craig.ghislincs@icloud.com / (630) 830-8683
A equipe de tradução para o português é composta por Dulcinea Torres, Elisabeth Z. Friedrichs, Leila Kommers e Ovídio Trentini, com a leitura final por Orlando Trentini, CSB.
Visite o saite www.trentinicsb.com. Ali encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, para baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.

Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB. Os Cedros são um complemento para a LB. O estudo em inglês será postado, no link abaixo, na 2a. feira. Sua tradução para o português será postada até a 3ªfeira. Busque e leia o texto em inglês em http://www.cedarscamps.org/metaphysical.

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