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O que é a vida? Estudo Metafísico do Acampamento dos Cedros - Tema: A Vida.

Craig L. Ghislin, C.S., Glen Ellyn (Bartlett), IL
Posted Monday, July 11th, 2016

Descubra o EU SOU
“A Vida”
Lição Bíblica para 11—17 julho, 2016
O que é a vida? Há os que diriam que a nossa vida é a nossa existência. Muitos concordariam que grande parte do esforço humano é gasto em aprender a compreender a vida, a fazer todo o possível para preservá-la e torná-la tão livre de problemas quanto possível. A autopreservação é um caminho humano básico. Isso tem conduzido a variadas discussões filosóficas de todo o tipo e a debates sobre se a consciência de alguém, ou sua chamada alma, existe independentemente da forma física à qual está associada. O filósofo René Descartes (1596-1650) raciocinava a respeito dessa questão afirmando que, embora tudo o que ele percebesse por meio dos sentidos humanos fosse ilusão, e ainda que ele estivesse iludido, sua existência estava intacta porque ele era capaz de pensar que estava sendo iludido. Uma tradução diz: “...que me iludam o quanto quiserem, nunca poderão me anular enquanto eu pensar que sou algo” (tradução para o inglês de Elizabeth S. Haldine e G. R. T., Ross Cambridge University Press). Nessa linha de raciocínio, está a conhecida frase de Descartes: “Cogito, ergo sum” – Penso, logo existo! De modo que poderíamos dizer de um ser/existir racional: a vida é existência consciente.
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Abreviações: Bíblia – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH;
Bíblia Mensagem - MSG; Ciência Cristã – CC; Ciência e Saúde – CS; Lição Bíblica – LB
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Até aqui, estamos nos referindo ao “eu sou” de uma pessoa. Mas e quanto à Pessoa divina?—Aquela infinita? O Texto Áureo contém a declaração: “EU SOU O QUE SOU”. Essas palavras têm sido traduzidas como “Eu Sou o que Sou” ou “Eu Serei o que Serei”. Deus é o Ser autoexistente que sabe Quem é, e o que é. Ele é imutável—sempre preenchendo Sua função de Criador, guia e protetor. Se Deus é o “EU SOU”, o que é então a pretensa personalidade mortal que afirma o mesmo?
Na página 189 de Escritos Diversos, Mary Baker Eddy escreve (Tradução Livre): “As Escrituras afirmam que a Vida é o infinito EU SOU — não residente na matéria. Quando o homem conhece a Vida como Ela é, ou seja, Deus, o eterno bem, isso lhe dá não somente um senso de existência, mas também uma concomitante consciência de poder espiritual que subordina a matéria e destrói o pecado, a doença e a morte”. Assim, nossa vida real não é nossa existência pessoal, ao invés disso, nossa Vida real é Deus.
A Leitura Alternada abre com a passagem de Isaias onde Deus declara Seu nome—Yahweh, que significa “Autoexistente e Eterno” (segundo a Concordância Strong). Esse nome é exclusivo—não compartilhado nem dado a outrem. As três citações de Isaías 47 são dirigidas à Babilônia por suas transgressões. O profeta indica que a Babilônia foi pervertida por falsos apetites chegando a declarar: “Eu sou, e não há ninguém além de mim”, quando somente Deus tem autoridade para tal declaração. O erudito bíblico John Gill (1697-1771) cita o historiador romano Curtius: “Nenhuma cidade era mais corrupta em seus costumes, ou preparada para atrair prazeres exagerados.” Gill segue dizendo: “Sua elevada opinião (da Babilônia) sobre si mesma, sua sabedoria e conhecimento em assuntos políticos, ou nas artes mágicas, acabaram por enganá-la e a conduziram por caminhos maus, que levaram à sua ruína.”
Conquanto a condição da Babilônia fosse extrema, a advertência do profeta vale para todos. Os que acreditam que estão agindo sozinhos, ou que tudo seja produto de realização própria, não se darão bem. Como já vimos várias e várias vezes, o profeta nos lembra de que não podemos duvidar do “registro” de Deus. Israel tem um enorme registro histórico do cuidado infalível de Deus. Vocês notarão que ao longo dessa lição ocorrem várias vezes a expressão “Eu Sou”. Os mortais talvez imitem essa declaração pensando terem algum poder de fazer as coisas acontecer, mas só Deus tem o poder de libertar e criar a Seu prazer. Nada é impossível a Deus—até o surgimento de rios no deserto. Ele formou Seu povo para Seu louvor; e com o tempo saberemos que Ele é o único EU SOU.

Seção 1: Deus é o Único EU SOU
O salmista não alimenta nenhuma ilusão de que tenha uma vida independente de Deus (B1, Salmo 48: 8). Está plenamente cônscio de que Deus guia e governa cada aspecto da existência. De um modo ou de outro, nós todos aprendemos a mesma lição. Um benefício de aprender que Deus é nossa Vida, é que quanto mais sabemos de Deus, mais saberemos sobre nós mesmos, e o propósito de nossa vida.
Nossa primeira história é de como Deus se revela a Moisés. Poderíamos dizer que Moisés estava numa jornada de autoconhecimento. Em vários capítulos de sua vida, poderia finalizar a frase “eu sou” dizendo: “um príncipe egípcio, um fugitivo, um viandante, um pastor ou um líder.” Mas antes de tornar-se um líder, precisou aprender algo mais sobre o infinito EU SOU (B2, Êxodo 3: 14). No deserto, ele recebe uma ordem para ir a faraó e pleitear a liberação dos filhos de Israel. Ainda sem perceber plenamente sua unidade com Deus, Moisés está impressionado com o status do faraó, em cuja presença ele não se sentia à altura. Você já se sentiu assim, alguma vez? Ou talvez tão impressionado por alguém a ponto de sentir-se inapto para a tarefa? Dadas as circunstâncias, a querela de Moisés parecia de fato, bastante longa. Quando Deus Se revela a ele, Moisés ganha confiança. As Escrituras dizem que Deus falava a Moisés como a um amigo (B3, Êxodo 3:11). Se conhecêssemos a Deus, será que não nos sentiríamos encorajados a encarar as pessoas mais poderosas do mundo? Ao revelar Seu nome a Moisés e a cada um de nós, Deus está revelando Sua natureza divina (B4, Isaías 42: 8). EU SOU indica que Deus é a única existência—a única Vida.
Nossa Líder nos diz: “A Vida é o eterno EU SOU”, e Deus é Vida (CS1 e CS2). EU SOU é definido como o “único Ego” (CS3). Se o único ego é Deus, então a única consciência é Deus e, portanto, Deus é a única Vida. Todos os problemas que eventualmente tenhamos estão baseados na falsa premissa de que nossa vida está separada de Deus, nossa única consciência, a única Mente, ou EU SOU. Se fosse possível ser separado de Deus, nossa Vida, deixaríamos de existir. Mas nada pode separar-nos da consciência.
Nosso livro-texto diz: “O eterno EU SOU não está circunscrito nem restrito dentro dos limites estreitos da humanidade física” (CS4, p. 256). Como já foi debatido várias vezes, é essencial compreendermos que Deus não está em nós; nós estamos nEle. Como Moisés e muitos outros personagens bíblicos descobriram, a vida material está cheia de desapontamentos e frustrações. A difícil experiência de Moisés acaba por levá-lo a Deus, assim como nossos desafios nos levam aos braços do Amor (CS5, p. 322). Quando os tempos são difíceis, estamos preparados para aprender; e aprender sobre a Vida na Ciência é aprender sobre Deus, e vice-versa. Para dar ênfase repete-se que Deus não está na Sua criação, mas que Sua criação O expressa (CS6, p. 331). Por isso podemos dizer que a criação é Deus se expressando.

Seção 2: Descobrindo quem somos.
O ponto de vista do salmista é o ideal. Ele tem um senso sólido de seu relacionamento com Deus - respondendo imediatamente ao chamado dEle (B5) e reconhecendo Deus como a fonte sem fim de seu ser/existir (B6). Mas nem sempre é assim tão simples. Jacó, por exemplo, teve que lutar para descobrir quem era. Ele usurpou o lugar do irmão na família, roubou sua primogenitura e sua bênção. O nome Jacó significa "substituto" (segundo Strong). Não é difícil de entender porque seu irmão Esaú o odiava (B7).
Depois de fugir para salvar a própria vida e ser enganado por Labão, trabalhar catorze anos para ganhar Raquel como noiva, e mais seis anos para adquirir gado, Jacó recebe a mensagem para voltar para casa. Ele não sabe como Esaú o receberá, então, manda informá-lo antecipadamente de sua chegada. Embora seja apenas um comentário introdutório na Lição, o fato de que Esaú tenha seguido seu caminho na terra de Seir, pode ter algum significado.
O teólogo John Calvin (1509-1564) tem uma visão mais obscura da mudança de Esaú. Ele sugere que Esaú deixara sua família e estava zangado por ter perdido sua primogenitura. Calvin escreve: "ele inflamou-se contra sua mãe" e "desvencilhou-se de toda a reverência por seu pai". Calvin supunha que o luxo dos ricos e a presunção atraiu Esaú para Seir, onde ele poderia se libertar de toda a autoridade do pai e viver em um lugar despovoado, onde poderia parecer um grande homem. Fico pensando se talvez Esaú não tenha ido embora por outros motivos. E se Esaú saiu de sua terra natal para Seir porque percebeu que não precisava ficar preso a um senso tóxico de família? Talvez ter seguido sua vida por conta própria tenha feito com que ele fosse bem sucedido, já que seu sucesso não estava mais ligado a uma herança e não tinha mais Jacó como responsável por dar-lhe o que lhe era devido. Ele fez isso por si só. Portanto, ele poderia deixar de lado seu rancor.
Não temos como saber de fato quais foram os motivos de Esaú, mas está claro que na época da volta de Jacó, também Esaú havia se submetido a uma transformação. Quando Jacó luta com um senso errôneo do ego (B8), ele não só obtém um senso mais claro de quem ele é, mas de quem seu irmão é. Ele chama o lugar de sua descoberta de Peniel - o rosto de Deus; e o nome de Jacó foi mudado para Israel -, significando que Ele governava como um príncipe. Ele conseguiu ver a si mesmo com clareza, quando viu a face de Deus, e viu também seu irmão com mais clareza.
A definição de Jacó no Glossário da Sra. Eddy (CS7) segue uma progressão da individualidade corpórea à revelação. Ela descreve a luta de Jacó como uma luta com a qual todos nós podemos encontrar uma ligação. Quando dominamos a crença mortal de quem somos, nossos nomes - ou natureza - são alterados. Nossa vida não é definida por nossa história material. Encontramos nosso verdadeiro propósito de vida por meio de uma maior compreensão a respeito de Deus e nos moldando à Sua imagem (CS9). Nosso livro-texto declara: "Na revelação divina, o ego material e corpóreo desaparece, e a ideia espiritual é compreendida" (CS10).

Seção 3: O EU SOU não pode dizer "Estou doente".
As Escrituras nos ensinam que o reconhecimento do verdadeiro EU SOU é o caminho para a saúde e a vida (B10, 11). Geralmente pensamos nos versículos de Isaías (B12) como se referindo a um estado espiritual do ser em que a doença não tem lugar. Mas o teólogo Albert Barnes (1798-1870) coloca esses versículos no contexto. O pensamento é que, desde que Israel foi invadida como punição por seus pecados, derrotar os assírios seria um sinal de que os israelitas perdoaram os pecados de tal forma que "até mesmo os doentes, os idosos e os fatigados sairão revigorados para recolher os despojos." Aqui vemos que a liberdade da doença é obtida por meio da libertação do senso do pecado.
Essa visão coincide com a história de Naamã (B13). Ele era um ótimo homem, mas seu orgulho o prejudicava. Para seu próprio bem, ele ao menos concordou em visitar o profeta judeu. Mas ele ficou preso à hierarquia e foi afrontado pelo fracasso de Eliseu em seguir protocolos e mostrar respeito a um dignitário visitante. E, ainda por cima, as orientações de Eliseu o insultavam. Como observamos antes, os servos de Naamã deviam amá-lo, e sentiam-se confiantes o bastante para apontar seu erro. Mais uma vez, para seu próprio bem, ele recobra a compostura e, humildemente, segue as orientações de Eliseu. A ordem de mergulhar no Jordão sete vezes reporta à orientação em Levítico 14:7, de aspergir sete vezes como parte de uma cerimônia de purificação depois de ser curado da lepra. Isso poderia ser um lembrete a Naamã para reconhecer a superioridade da lei de Deus. Após ser curado, Naamã de fato reconhece o Deus de Israel.
A história de Naamã é outro caso em que o despir-se de um falso traço de pessoalidade traz a cura e um total reconhecimento do que o "EU SOU" realmente significa. Será que deixamos uma falsa visão de quem somos entrar no caminho de nossa cura? Ficamos desorientados porque o caminho pelo qual achamos que deveríamos ser curados é diferente daquele do qual realmente precisamos? O que precisamos fazer é revelar um falso senso de "Eu sou" ou ego, e despertar para o "EU SOU" que é Deus e seguir a orientação de Deus.
O "EU" real é independente da matéria e das circunstâncias materiais (CS11). Erroneamente, acreditamos que nossa individualidade esteja na matéria. Mas a matéria não pode de modo algum falar por si mesma e dizer "Eu sou"! É a mente mortal, um suposto ego que diz "Eu estou doente" (CS12). Mas o verdadeiro "EU SOU" - o verdadeiro Ego - é a Mente (CS13) e nunca diz: "Estou doente". Quando o corpo tenta dizer isso, precisamos contradizê-lo e nunca nos declararmos culpados (CS14). Quando estamos tentados a dizer "estou doente", podemos perguntar: Quem está falando aqui? Quem é o "eu" que está falando? A mente mortal? Ou Deus? Em nosso livro-texto, nossa Líder escreve: "Assim como uma gota de água é uma com o oceano, um raio de luz é um com o sol, do mesmo modo Deus e o homem, Pai e filho, são um no existir" (361:16-18). O "ser" verdadeiro é Deus e o homem - Deus, para sempre consciente de Sua ideia. Quando compreendermos isso, reconheceremos a Vida infinita e o falso senso de vida desaparecerá (CS15).

Seção 4: Crer em várias pessoas contradiz o Único EU SOU.
Essa lição esclarece muito do que sinto sobre o aspecto mais importante da Ciência Cristã. Geralmente, os mortais tendem a centrar a vida em torno deles próprios, em primeiro lugar, e, em segundo lugar, em torno de outras pessoalidades. Eles gostam de adorar ou denegrir grandes personalidades. Eles modelam a vida de acordo com os que adoram e se irritam com os que desdenham.
Considerar as pessoalidades e permitir que nossas decisões se baseiem por elas – boas ou más – não nos ajuda a compreender o "EU SOU", que é Deus. O salmista tem a ideia correta mantendo seus pensamentos fixos em Deus, ao invés de em pessoas (B14). Mesmo antes do salmista, o autor do Deuteronômio reconheceu o valor de NÃO basear seu julgamento em elementos da pessoalidade (B15).
Depois de uma experiência dura, o salmista aprendeu uma lição sobre pessoalidade. Ele perturbou-se pelo fato de que, em vez de um inimigo, foi um amigo próximo, com quem ele tinha intimidade, e que juntos iam “à Casa de Deus”, que o havia traído (B16). Sem dúvida, Esaú sentiu angústia semelhante ante as conspirações de seu irmão Jacó.
Realmente, é uma coisa difícil quando alguém que conhecemos e confiamos se volta contra nós, especialmente quando não esperamos por isso. A tendência é levar para o lado pessoal e ver essa pessoa como o vilão, e a si mesmo como a vítima. É um pequeno passo até considerarmos todas as pessoas como potenciais inimigos. E essa maneira preconceituosa e negativa de pensar nos cega para a verdadeira individualidade de cada um.
Depois de ter uma visão e uma experiência que o levou para longe da sua zona de conforto, Pedro chegou à conclusão de que "Deus não faz acepção de pessoas" (B17). Estudando sobre a frase "não faz acepção de pessoas" o teólogo John Wesley (1703-1791) relata que, em um esforço para preservar a imparcialidade judicial, os "legisladores gregos ordenaram que os juízes deveriam sentenciar no escuro onde eles não pudessem ver os rostos das pessoas."
Essa mesma prática poderia muito bem ser lembrada por nós, a fim de nos ajudar a evitar falsos julgamentos baseados em aparências e preconceitos; e também nos convida a ser cautelosos sobre como decidimos quem pode, ou não, ser considerado um amigo. Barnes destaca o fato de que Deus "não faz acepção de pessoas” e denuncia "o ato de se mostrar a favor de alguém por conta de origem familiar, riqueza ou outra parcialidade decorrente de qualquer causa."
No livro de Jó, Elifaz ressalta que o único caminho para a paz é familiarizar-nos com Deus (B18). Barnes comenta sobre a situação das pessoas que não se familiarizam com Deus: “Ao amar o pecado não se pode amar alguém que seja isento de pecado, e nem aquele que condene o mal; e essa oposição ao verdadeiro caráter de Deus deve ser removida antes que possamos nos reconciliar com Ele.
Isto requer uma mudança de coração, uma mudança do pecado para a santidade; e esse é o trabalho realizado na regeneração.” Barnes também revela a recompensa daqueles que amam a Deus:" A paz de espírito sempre segue a reconciliação, onde antes havia uma divergência, e em nenhum lugar a paz é tão completa e cheia de alegria, como quando o homem se sente reconciliado com Deus ".
Ciência e Saúde ressalta que mesmo que o "mundo acredita que existam muitas pessoas... só existe uma pessoa, porque só existe um único Deus" (CS16). Essa é uma declaração extremamente importante. Como observado anteriormente, a maioria de nossas dificuldades residem em problemas que temos com outras pessoas. Mal-entendidos, rivalidades, competição, inveja, ciúme, paixão, e assim por diante, todos derivam da preocupação com a crença de muitas pessoas. Ao invés de sermos "absorvidos no ego material," devemos negá-lo (CS17).
Há uma diferença significativa entre a pessoalidade humana e individualidade espiritual do homem. "A pessoalidade não é a individualidade do homem" (CS18). A pessoalidade é apenas a história humana, e pode ser decepcionante; portanto, é sabedoria não julgar pela aparência. Fixando as nossas esperanças de felicidade em uma determinada pessoa pode ser tão prejudicial quanto temer alguém (CS19). Nossa Líder mandou-nos ser muito cautelosos sobre aqueles a quem chamamos de amigos.
Ela avisa sobre os falsos irmãos, e a natureza fugaz de relações humanas. A citação CS20 adverte que "os amigos te trairão e os inimigos te caluniarão" até que aprendamos a lição de desviar o olhar de uma pessoalidade, olhando para Deus para a nossa felicidade. Os amigos muitas vezes nos decepcionam, assim como fazem aqueles que colocamos em um pedestal. A solução é "perceber que a Vida é Espírito", então encontraremos "tudo em Deus, o bem, sem necessitar de nenhuma outra consciência" (CS21).

Seção 5: Jesus redirecionou o pensamento, saindo da pessoalidade em direção a Deus.
Até mesmo Jesus, que talvez merecesse ser amado e adorado mais do que qualquer outra pessoa que já tenha caminhado na terra, alertou seus seguidores a não adorá-lo e nem ficarem fascinados por sua pessoalidade. Ele orientou seus seguidores a voltarem-se apenas a Deus (B19). Jesus ensinou que aqueles que o viam corretamente estavam vendo, na verdade, o reflexo de Deus. Ele fazia tudo o que o Pai fazia. Compreender Jesus em sua natureza espiritual leva à compreensão do que a vida realmente é (B20). Jesus compreendia que era inseparável do Pai (B21). Na verdade, nós também o somos, mas precisamos reconhecer isso e agir como tal.
Por toda a história, o Cristo sempre esteve presente para nós, para o enxergarmos, mostrando-nos nossa verdadeira individualidade, conforme a recebemos em nossos corações (CS22). Jesus personificou e expressou na totalidade o Cristo, mostrando-nos qual é a nossa vida real e dando-nos provas tangíveis de que Deus é a única vida que há. Cada citação nessa seção apoia a ideia da unidade com Deus que não pode ser quebrada. A mensagem é objetiva e clara. Quando realmente compreendermos isso, não teremos nenhuma outra Mente, Amor, sabedoria, Verdade ou senso de Vida (CS26). A compreensão de nossa relação inseparável com o Divino culmina na dissolução do falso senso material do eu.

Seção 6: O homem é o reflexo da Vida
O apóstolo no Apocalipse vê no céu “… um como que mar de vidro, semelhante ao cristal.” (Apoc.4:6). John Gill interpreta esse mar de cristal como representando “a limpeza, a clareza e a evidência das verdades contidas nele; bem como ao que é permanente e constante; o mar em silêncio porque ele é o Evangelho da paz, do amor, da graça, da misericórdia e manifesta paz, alegria, e tranquilidade às mentes em conflito, quando as leis mundanas produzem indignação ou ira: não há agitação, formação de espuma, ondas bravias da ira e da fúria, pois tudo é suave, estável, sólido, tranquilo e silencioso.
O mar de cristal simboliza o reflexo calmo da verdadeira individualidade. Paulo também fala do reflexo, notando que quanto mais contemplamos a verdadeira imagem, e mais nos familiarizamos com ela, mais moldamos nossa vida a ela (B23). O apostolo traz de volta o símbolo da fonte da vida que flui livremente para todos os que estejam sedentos. Na seção 2, o salmista menciona a fonte da vida. Adam Clarke (c.1760-1832) vê essa fonte como mais do que um suprimento proveniente de lagos, tanques, reservatórios ou chuva, ao invés disso, ele a compara com “a veia da vida”. Assim como o coração bomba o sangue da vida a todas as partes do corpo, o Cristo também “transmite as correntes vivificantes de sua bondade providencial a cada parte da Criação de Deus.” Quando permitimos que a fonte da vida seja parte de nós e também nosso suprimento, somos transformados à Sua imagem. Esse é um constante fluir de nosso interior, que não podemos parar.
Deus é revelado em Sua criação, tão naturalmente como um reflexo é visto no espelho (S27). Deus é o único Ego – a única Mente autoexistente, autoconsciente que "provê toda forma e beleza" (S28). Somos Sua reflexão e reflexo, e a Vida se expressa em infinita variedade e diversidade. Eddy escreve: "A Vida demonstra a Vida" (S29). Nesta frase a palavra "Vida" começa com “V” maiúsculo duas vezes. O que isso quer dizer? Eddy certamente não quer dizer que a vida material demonstra a Vida, ou Deus. Só Deus pode demonstrar a Si mesmo. Portanto, a verdadeira Vida não é um mortal animado, mas Deus expressando-se a Si mesmo como a Vida de tudo o que existe. Somos Sua expressão. À medida que dissolvemos o senso humano, o senso mortal de nós mesmos, e aprendemos mais sobre Deus como nossa única Vida, somos Sua expressão, e realmente estamos unidos, e portanto somos um com o único EU SOU.
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Este estudo metafísico foi preparado por: by Craig L. Ghislin, C.S. Glen Ellyn, Illinois (Bartlett)craig.ghislincs@icloud.com (630) 830-8683. A equipe de tradução para o português é composta por Ana Paula Wagner, Dulcinéa Torres, Elisabeth Z. Friedrichs, Leila Kommers e Ovídio Trentini. Visite o site www.trentinicsb.com. Ali encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, para baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.
Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB. Os Cedros são um complemento para a LB.
O estudo em inglês será postado, no link abaixo, na 2a. feira. Sua tradução para o português será postada até a 4ª feira. Busque e leia o texto em inglês, e noutras línguas, no link abaixo http://www.cedarscamps.org/metaphysical.

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