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Encontre Sua Verdadeira Natureza (Celestial) e Torne-se uma Nova Criatura. Estudo Metafísico do Acampamento dos Cedros - Tema: A Alma e o Corpo.

Craig L. Ghislin, C.S., Glen Ellyn (Bartlett), IL
Posted Monday, May 15th, 2017

CIÊNCIA CRISTÃ - LIÇÃO BÍBLICA

Encontre Sua Verdadeira Natureza (Celestial) e Torne-se uma Nova Criatura
15 a 20 de maio de 2017.

A ALMA E O CORPO

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Abreviações: Bíblia – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH;
Bíblia Mensagem - MSG; Ciência Cristã – CC; Ciência e Saúde – CS; Lição Bíblica – LB
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Por todo o hemisfério norte, a primavera está cheia de flores, trazendo renovado crescimento. É uma ocasião perfeita para vestirmos nossa “nova natureza”. O Texto Áureo em Efésios 4:24 – “[…] revistai-vos do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade”, nos lembra de que o novo homem é de fato ”justo e reto”. Retidão e santidade se correlacionam respectivamente a nosso serviço ao homem e nosso serviço a Deus. O teólogo Albert Barnes (1798-1870) diz que o novo homem se refere à nossa “renovada natureza”. Ele escreve: “[Essa] regeneração não é uma mudança banal. Não é mera mudança da condição exterior […] é muito mais.” Não é possível que tais mudanças dramáticas sejam o resultado de mero exercício ou desejo humano. A verdadeira regeneração ocorre por meio da ação do Espírito, Deus, e é um despertar de nossa verdadeira identidade como expressão da Alma.
A Leitura Alternada (2 Coríntios 4:15-18; 5:1,4-8) se desenvolve em torno do processo de regeneração. Revestir-se do “novo homem” pode ser uma mudança bem-vinda para alguns, mas outros talvez não estejam tão dispostos a abandonar o “velho homem” com o qual estejam tão familiarizados. A teologia tradicional muitas vezes fala do “novo homem” em termos de uma nova vida no além; mas na Ciência Cristã empreendemos essa transformação exatamente onde estamos. Os desafios e dificuldades da vida humana tentam nos derrotar, mas desafios externos nos fortalecem internamente. O dito homem exterior, ou da carne, perece, mas sabemos pela demonstração de Jesus que o homem interior segue prosperando. Os problemas que enfrentamos na carne podem parecer difíceis por algum tempo, e talvez cheguem a parecer insuportáveis, mas essas dificuldades são momentâneas, se comparadas à glória eterna que encontramos, quando despertarmos para a vida espiritual.
Paulo diz que a mente mundana olha para “as coisas que se veem”, mas o cristão atenta para “as coisas que se não veem.” Atentar para algo, escreve John Gill (1697-1771), é o mesmo que desejá-lo. O cristão não deseja nada dos sentidos. Os objetos dos sentidos são temporais, são parte de um cronograma. Mas as cousas espirituais, “que se não veem”, são eternas – isentas do tempo.
Paulo também se refere ao corpo como um tabernáculo. Segundo Adam Clarke (c. 1760-1832), essa comparação é significativa porque o tabernáculo que acolhia a Arca da Aliança podia ser desmontado e remontado em outro local caso o povo mudasse de localidade. Clarke interpreta isso como uma similitude da ressurreição. Barnes considera o corpo relacionado ao tabernáculo no sentido de que o corpo não é uma morada permanente para a alma, como o tabernáculo não era para a Arca da Aliança. Isso parece lógico, a princípio, mas o problema é que isso implica em que a alma resida no corpo. Na verdade, o corpo não é moradia para a alma. Deus é a única Alma. O que chamamos de corpo é nada mais do que uma elaboração na consciência mortal.
Paulo espera seriamente que na ressurreição seremos livres dos estorvos do corpo carnal. Diz que gememos não por sermos despidos do tabernáculo (corpo) por meio da morte, mas para despertarmos para o existir imortal. Como Barnes coloca: “O corpo futuro nunca será derribado ou dissolvido pela morte.” Mas por que esperar por um “corpo futuro”? Na Ciência há só uma realidade; de modo que abraçamos o processo de renovação agora mesmo. Nós “andamos”—vivemos cada, dia—“por fé, não pelo que vemos”. Esse é o ímpeto de nossa jornada de vida.
Seção 1: A alma está fora do corpo.
Andar pela fé ao invés de pela vista, requer uma perspectiva radicalmente nova. Os caminhos de Deus são superiores aos nossos caminhos (B1, Isaías 55:8, 9). Isto significa que a realidade espiritual é mais do que um ponto de vista humano melhor. É inteiramente novo. Por exemplo, pode-se supor que é espiritual pensar em Deus como o criador do corpo material, ao contrário da crença de que o corpo é um fenômeno puramente material. Mas a abordagem verdadeiramente espiritual é reconhecer que Deus não nos criou materialmente. Deus nos criou espiritualmente. Jeremias declara que somos o povo de Deus e que a Sua vontade para nós é somente o bem (B2, Jeremias 32:14,38,41). O salmista observa que o homem não é autocriado. Somos a criação de Deus e somos o objeto de Seu constante e terno cuidado (B3, Salmos 100:1,3). O epítome da criação é Cristo, o homem ideal. Para muitos comentaristas, o Cristo é o que o salmista se refere como "a perfeição da beleza". John Gill explica: "Cristo […] é a perfeição da beleza; Ele é mais justo do que os filhos dos homens; Ele é mais glorioso do que os anjos no céu: como Mediador, ele é cheio de graça e verdade, o que o torna muito amável ao seu povo ".
Na Ciência Cristã, "Alma ou Espírito significa Deidade e nada mais" (CS1, p.466). Nosso livro-texto confirma que a Alma, ou Deus, é o único Criador, e que a Alma nada tem a ver com a criação de um corpo material, nem a Alma habita uma forma material. Se pensarmos que a Alma habita um corpo, estaremos enganados. A fim de compreender a verdadeira vida e imortalidade, temos de abandonar esta visão equivocada (CS2, p.335). O efeito de acreditar que a alma esteja alojada em uma concha física chamada corpo é a crença de que somos nossos corpos, ou que nossos corpos nos definem. Muitos acreditam serem prisioneiros impotentes em corpos que se comportam de forma independente. Mas a Ciência Cristã inverte essa crença. Na Ciência Cristã, o corpo é tributário [subordinado] à Mente (CS4, p.119). Mente é outro nome que a Sra. Eddy usa para Deus ou Alma. Assim, basicamente, a Alma governa o corpo, e não o contrário.
Como mencionado acima, muitas pessoas acreditam que nossas almas habitam o corpo. Mas se Deus é Alma, há apenas uma Alma, e é impossível que o divino e infinito Deus ou Alma esteja encaixado em um corpo (CS5, p.467). O homem reflete a Alma. A Alma é Deus, e o homem é a imagem de Deus, ou reflexão (CS6, p. 120). Gosto de lembrar, quando penso no homem como reflexo de Deus, que se pensarmos em alguém olhando para um espelho, a reflexão não está no espelho, está no observador. Portanto, se o homem é o reflexo de Deus, e Deus é o observador, o homem existe em Deus, não Deus no homem. Essa compreensão da "natureza do homem" incorpora o sentido bíblico dos termos "imagem" e "semelhança" (CS7, p.94).

Seção 2: O corpo não é você.
As explicações, de modo geral, usam a instrução de Isaías: "Afastai-vos […] do homem, cujo fôlego está no seus nariz" para dizer que deveríamos abster-nos de admirar, acreditar ou confiar no homem mortal. Mas também é um chamado para parar de pensarmos em nós mesmos como mortais de qualquer forma (B5, Isaías 2:22). Da mesma forma, a interpretação tradicional da instrução de Paulo sobre o "terreno" versus o "celestial" (B6, 1 Cor. 15:48-50) é muitas vezes considerada uma promessa de que, na vida futura, os mortais deixarão cair a imagem de Adão e terão a imagem do Salvador. Mas a Ciência Cristã ensina que quando nos vestimos da nossa natureza celestial, imediatamente exibimos e experimentamos uma existência mais espiritual.
Paulo adverte sobre os perigos da mentalidade carnal (B7, Romanos 8:5-9). John Wesley (1703-1791) descreve aqueles que se importam com as coisas da carne como aqueles "que permanecem sob a orientação da natureza corrupta […] [que] têm seus pensamentos e afeições fixados em coisas que satisfazem a natureza corrupta; sobre coisas visíveis e temporais; nas coisas da terra, no prazer, (do sentido ou da imaginação), do elogio, ou das riquezas.
Uma das razões pelas quais os homens "vivem segundo a carne" é porque sentem que a carne os define. Mas a Sra. Eddy sabia que havia muito mais para um homem do que seu corpo; e que o corpo não produziu a identidade que parece residir nele. A identidade é nossa unidade com Deus. Nossa identidade é o que Deus sabe sobre nós, quem somos apesar do corpo. Somos a expressão de Deus, da Alma, (CS8, p.477). Como mencionado anteriormente, por via de regra, acreditamos e aprendemos nas escolas que existimos em um mundo externo e que estamos dentro de nossos corpos. Mas o nosso livro-texto explica que não há nada "fora de nós" definitivamente. O que parece estar "lá fora" é, de fato, uma experiência totalmente subjetiva (CS9, p.114). Isso significa que tudo está acontecendo dentro da consciência. Até mesmo nosso corpo está envolvidos em nosso pensamento. "A mente mortal e corpo são um[…] A matéria, ou seja, o corpo é apenas um conceito errôneo da mente mortal" (CS10, p.177). Lembre-se de que um "conceito" é uma noção de pensamento, enquanto que a percepção é algo discernido com os olhos abertos. A mente mortal constrói dentro de si sua própria estrutura, e acreditamos que estamos nela. É como um sonho à noite. Tudo parece muito real, mas a coisa toda é uma construção da consciência. A chave aqui é que a mente mortal está reivindicando ser a consciência, e consequentemente, a estrutura em que reside é igualmente mortal.
Mas nosso livro-texto explica que as correntes que nos prendem são as próprias crenças de que vivemos "no" corpo e não no Espírito (CS11, p.223). Temos a opção de aceitar ou não esse quadro mortal. Ou somos espirituais ou não somos. No meu último CedarS Met eu mencionei um livro intitulado Biocentrism pelo Dr. Robert Lanza e Bob Berman. No mês passado, li também a sequência, Beyond Biocentrism em que os autores afirmam em parte que, "Não há universo sem percepção. A consciência e o cosmos são correlativos. Eles são um e o mesmo" (p.127); e "O universo que percebemos está dentro de nossa mente" (p.167). Este universo inclui naturalmente o nosso conceito de corpo. Isso soa muito espiritual. No entanto, a consciência que concebe um corpo e um universo materiais ainda é mortal. A Sra. Eddy escreve, que estamos manifestando nosso próprio ideal, que pode ser temporal, baseado no tempo, ou eterno (CS12, , p. 360). A única maneira de ser espiritual é viver no Espírito sem qualquer relação com a matéria e ter a consciência da Verdade e do Amor (CS13, p. 261). Desviar o olhar do corpo para o Espírito e mantê-lo assim espiritualiza nossa experiência.

Seção 3: Eliminando o orgulho.
Um obstáculo que impede de vermos o verdadeiro sentido da Alma e do corpo é o orgulho (B8, Tiago 4:6,7,10). Naamã provavelmente estava bastante satisfeito consigo mesmo. Ele era o capitão do exército do rei e sem dúvida, todos lhe prestavam reverência. A definição de Albert Barnes de "o orgulhoso" poderia ser facilmente aplicada a Naamã. "Os orgulhosos são aqueles que têm uma autoestima desmedida; Que têm uma concepção alta e irracional de sua própria excelência ou importância. Isso pode se estender a qualquer coisa: à beleza, à força, às conquistas, à família, ao país, ao equipamento, à hierarquia ou mesmo à religião.
A história de Naamã (B9, 2Reis 5:1-3,9-15) surge frequentemente na Lição. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy fala sobre a necessidade de se tornar como uma criança e deixar o velho pelo novo. O número "sete" muitas vezes significa completude. O fato de Naamã mergulhar "sete vezes", indica que ele fez tudo o que era necessário para completar sua purificação e transformação. Uma das coisas que Naamã teve de deixar para trás foi sua arrogante expectativa de como Eliseu iria curá-lo. Será que já nos encontramos em uma posição semelhante? Ao procurar a cura, temos noções pré-concebidas sobre como nossa cura virá? Já pensamos que sabemos o que um praticista deve fazer, ou o que devemos fazer? Naamã precisava desistir de suas pré-concepções para ser curado, e talvez nós também devêssemos fazer o mesmo.
Parafraseando nosso livro-texto, "[darmo-nos] conta de que necessitam[os] daquilo que não possu[ímos]", (CS14, p.323) é uma boa definição de humildade. Toda vez que eu vejo a frase sobre a disposição das crianças para deixar o velho pelo novo, eu penso em quando a nossa filha era uma menina e ela costumava decorar seu quarto para as férias. No dia seguinte a algum feriado em particular, ela já estava se preparando para a próxima. Ela não tinha sentimentalismo sobre pendurar as coisas velhas.
Ora, podemos questionar: "Por que diabos alguém desejaria se agarrar à discórdia ou à doença?" Boa pergunta! Por que fariam isso? Mesmo não gostando particularmente do sofrimento, muitas vezes nos apegamos a falsos traços de caráter porque pensamos que eles fazem parte de nós, e também porque nem sempre os reconhecemos como negativos. Mas e a doença? Bem, mais uma vez, tendemos a nos identificar com a doença, mesmo que não desejemos a doença. Com que frequência você ouve as pessoas dizerem coisas como "minha artrite" ou "minha dor nas costas"? Precisamos estar dispostos a deixar isso de lado e ter a humildade de fazer o que for necessário para conquistar nossa liberdade. Encontramos a Verdade quando somos "honestos, altruístas, amorosos e mansos" o suficiente para reconhecermos nossa necessidade de considerar os outros com o senso isento de ego. (CS15, p.272).
Mais uma vez, Ciência e Saúde nos recorda que a Alma, ou o Espírito, está fora da matéria, nunca nela (CS16, p.396). Além disso, já mencionamos que a crença de um corpo não é nada mais do que uma imagem de pensamento da mente mortal. As pessoas acreditam que não haja nada que possam fazer sobre a doença, porque: a) O corpo produz a doença; ou, b) Deus permitiu isso. Nenhuma dessas crenças é verdadeira. Assim como a mente humana produz a crença de um corpo, ela também produz a crença da doença nesse corpo. Entender isso "rompe o sonho da doença", porque enquanto parece que não há muito o que possamos fazer para mudar o corpo, podemos sempre mudar o nosso pensamento. Nosso livro-texto diz, “É nossa ignorância a respeito de Deus […] o que produz aparente desarmonia, e compreendê-Lo corretamente restaura a harmonia" (CS17, 390).

Seção 4: O pecado escurece nossa visão.
Não há lacunas na relação entre a Alma e o corpo. As pessoas gostam da ideia de que o corpo é subserviente ao pensamento quando se trata da doença, mas elas não se importam em deixar o corpo dar as ordens quando se trata de prazer. As escrituras ensinam a constância de Cristo (B10, Hebreus 13:8). Jesus ensinou a seus seguidores que se fossem consistentes em sua obediência à Verdade, encontrariam a liberdade da escravidão da carne. Ele advertiu que a obediência ao pecado equivalia a aprisionar-se voluntariamente aos sentidos. Jesus foi o homem mais consistentemente puro que já pisou no globo. Ele usou a analogia de que o filho de uma família sempre vive lá, mas os servos vão e vêm (B11, Lucas 21:37,38). Isso ilustrava o fato de que Jesus sempre manteve a obediência à santidade e à pureza, enquanto seus seguidores às vezes o faziam, e outras vezes não.
A carta aos Efésios é direta (B13, Efésios 4:17-24). Os não crentes veem mal a espiritualidade porque seus pecados escurecem suas mentes. A frase "se entregaram à dissolução" significa ser desavergonhado - não ter remorso algum pelos erros cometidos. Barnes descreve esta condição como: "Completamente endurecido no pecado. Há uma falta total de toda a emoção em assuntos morais. Esta é uma descrição precisa do estado de um pecador. Ele não tem "sentimento", nenhuma emoção. Ele muitas vezes dá um assentimento intelectual à Verdade, mas é sem emoção de qualquer tipo. O coração é insensível como a rocha dura. John Wesley acrescenta que sentir-se dissoluto significa ser passível a dor. Ele diz: "A dor incita o doente a procurar um remédio, porém quando não há dor, não se pensa no erro ou doença. ". Assim também, se o pecador não sente dor, é menos provável que mude seu comportamento. Cristo nos ensina a deixar "o velho homem" - o homem da carne, e a nos revestir do novo homem"- nossa natureza espiritual. A indulgência na sensualidade ilícita nos cega à realidade de nossa natureza espiritual porque põe o corpo no controle. As concupiscências não são apenas perseguidas pelo engano, mas elas também nos enganam. Se cedemos ao corpo a capacidade de nos controlar com o prazer, temos de dar o outro lado da moeda, e suportar a dor sensual também.
Nosso livro-texto promete que se seguirmos os ensinamentos de Jesus, a escuridão do senso material será transformada (CS18, p.428). A Sra. Eddy reitera a advertência bíblica de que os prazeres do sentido abrem a porta para as dores do sentido (CS19, p.265). Ela não é tímida em nos advertir que as dores às vezes são necessárias para nos afastar dos prazeres dos sentidos. Ela relata um resgate “daquilo que parecia torpor espiritual em que os sentidos haviam mergulhado,” (CS20, p.382). Isso pode parecer uma maneira muito dramática de colocar, mas é verdade que, às vezes, ficamos tão mergulhados no pecado, que é como se nem sequer soubéssemos o que estamos fazendo. Não conseguimos mais discernir o certo do errado. É um estado a que a Sra. Eddy se refere como "idiotice moral". Ela escreve: "Sem um sentimento de suas frequentemente repetidas violações da lei divina, o indivíduo pode tornar-se moralmente cego, e esse deplorável estado mental é idiotice moral" (Mis. 107: 22-25).
Aqueles impregnados de pecado podem tentar "forçar" ou "raciocinar" a saída deles, mas em última instância, o único caminho para a liberdade é aprender o caminho na Ciência Cristã e permitir que a "lei superior da Alma" (CS21, 311) prevaleça. A teoria moderna do comportamento reconhece que impor restrições sobre o comportamento pode parar a atividade ilícita por um tempo, mas uma vez que a pressão sobre o comportamento é levantada, ele retorna novamente, assim como ao tentar afundar um cubo de gelo. Debaixo de tudo isso, o sistema de crenças é realmente o motor que motiva nossas ações e é isso o que precisa ser corrigido. A Sra. Eddy sabia disso há muito tempo e nos exortou a renovar nossa vitalidade espiritual por meio do estudo e da compreensão da Ciência. Quando o conseguimos, o desejo de sensualidade se dissipa, e encontramos a paz.

Seção 5: Nunca é tarde para renascer.
As pessoas geralmente dizem que demonstrar as verdades da Ciência Cristã requer muito esforço ou que é preciso ser muito forte para se ter sucesso. Na verdade, a força de vontade humana tem muito pouco, ou nada, a ver com isso. Demonstramos a Ciência Cristã quando tiramos a vontade humana do caminho e cedemos completamente ao poder de Deus. Isaías representa Deus como o verdadeiro provedor da força e do auxílio. É Deus que nos sustém em todos os desafios (B13, Efésios 4:17-24). Deus alegra-se com Seu eleito e coloca Seu espírito sobre eles (B14, Isaías 41:10). Isso pode ser interpretado assim: Deus só ajuda aqueles a quem Ele escolheu e o resto não tem a mesma sorte. Mas os “eleitos” de Deus são, de fato, todas as Suas ideias. Isaías menciona Deus guiando os cegos e transformando a escuridão em luz, diante deles. A seção 4 fala daqueles que estão cegos pela perversidade. Assim, “os cegos” incluem também os pecadores. Não importa a condição, nem o tempo de vida material, o espírito da Verdade tem o poder de renovar nossa natureza. Albert Barnes cita Martinho Lutero a respeito da passagem acerca da cana quebrada: “Ele não descarta, nem subjuga ou condena os tortuosos de consciência, aqueles que estão aterrorizados devido aos seus pecados, os fracos de fé e de prática, mas Ele os guarda e acalenta, os recompõe e os envolve em seu afeto.
Barnes também menciona que a “torcida que fumega” refere-se àquilo que é fraco e impotente, literalmente, “o pavio de uma lamparina, quando o óleo já está quase todo consumido”. É um pensamento bem confortante saber que estamos sendo sempre sustentados, não importa o quanto nossa luz possa parecer estar fraca. Nicodemos não seguiu Jesus abertamente, mas foi humilde o bastante para aproximar-se dele com a mente aberta. Jesus disse a Nicodemos que, para ver o reino de Deus, ele deveria “nascer de novo” (B16, João 3:1-7). Nicodemos não entendeu; Jesus então explicando disse-lhe que ele precisaria nascer do Espírito. Acho interessante que o teólogo John Gill cite informações históricas mencionando que Nicodemos era provavelmente um dos três homens mais ricos de Jerusalém e que poderia ter sustentado uma cidade inteira por dez anos com sua fortuna. Se fosse o caso, é ainda mais notável que ele tenha tido qualquer interesse em aprender mais acerca do reino dos céus. Como sua resposta difere daquela do homem rico que saiu desanimado quando Jesus disse-lhe que vendesse tudo o que tinha!(consulte Mateus 19:16-22).
Às vezes, é dito que os ricos têm pouco incentivo em buscar os tesouros espirituais devido a seus confortos terrenos. Mas a riqueza não é a única coisa que liga as pessoas à carne. Na seção anterior, somos lembrados a respeito do declínio da sensualidade. Wesley nos fala que “renascer” não significa mera profissão externa e que nenhum ritual cerimonioso, nem privilégio da herança humana, pode produzi-lo. É uma “mudança completa de coração e de vida, forjado no homem apenas pelo poder de Deus […]”
A missão de Jesus desafiou as convenções religiosas de sua época. Ele transcendeu a teoria fria do dogma com o exemplo vibrante e vivificante daquilo que significa ser filho de Deus (CS23, p.30). Seu ensinamento ainda vive hoje por meio de nosso livro-texto. Nossa Líder pedia aos alunos que abrissem o coração para descobrir sua verdadeira natureza espiritual e sentir a “energia divina do Espírito, que nos traz a uma vida nova” (CS25, p.249). Esta é a chave para que o “homem real [seja] governado pela Alma, não pelos sentidos” (CS26, p.302). Todos nós precisamos despertar para o fato de que o senso material e a história material, bem como as circunstâncias, não determinam quem somos, porquê somos ou o que somos. Nossa identidade nasce na Alma e ali permanece. Nosso “eu” verdadeiro não pode ser tocado pela carne (CS27, p.332). Não vivemos na carne, nem mesmo por um instante.

Seção 6: Vocês são o reflexo da Alma.
Muitos de nós acreditamos que a Ciência Cristã ensina uma negação total do corpo. Bem, isso não é totalmente verdadeiro. Nós consideramos que “nosso corpo” não é um naco objetivo de carne em que habitamos involuntariamente. Como aprendemos na Seção 2: “A mente mortal e o corpo são um”. Assim, o que consideramos nosso “corpo” é uma crença da mente mortal, não uma coisa. O que negamos é a crença de uma estrutura mortal que supostamente contenha vida e a nossa alma, ou essência. Pois nossa essência, nossa Alma, é Deus. E não vivemos em uma forma material chamada corpo porque vivemos em Deus. As Escrituras nos dizem que nosso corpo e nosso espírito são de Deus (B16, João3:1-7). Nossa verdadeira identidade é concebida, formada e delineada por Deus, a Mente divina. Assim temos um corpo de ideias. Mas é uma ideia espiritual não um objeto material. Este verdadeiro senso de corpo é preservado, não destruído, e é inocente, sem culpa, puro e perfeito (B18, 1 Tess, 5:23).
Jesus sabia que todos os atributos, habilidades, funcionalidade e qualidades de Deus, a Alma, são manifestados pelo homem. Essa compreensão rejeita as crenças inferiores que nos incitam a pensar de maneira oposta à verdadeira. O resultado é a cura (CS28, p. 210). Como cristãos, não aceitamos cegamente a evidência do senso material que nos diz estarmos presos em corpos materiais. Vemos o que o pensamento mundano não percebe. Vemos espiritualmente (CS29, p. 15). Só podemos ser o que Deus vê, pois Ele é o único que vê. Somos o reflexo da Alma (CS30, p. 249). Na proporção em que percebemos isso e deixamos que a Verdade do existir renove nossa vida, encontramos nossa verdadeira natureza na Alma.
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Este estudo metafísico foi preparado por Craig L. Ghislin, C.S. of Glen Ellyn, Illinois (Bartlett), craig.ghislincs@icloud.com / (630) 830-8683.
A equipe de tradução para o português é composta por Ana Paula Wagner, Dulcinea Torres, Elisabeth Z. Friedrichs, Leila Kommers e Ovídio Trentini.. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.
Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.
Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será postado, no link abaixo, na 2a. feira. Sua tradução para o português será postada até a 4ªfeira. Busque e leia o texto em inglês em http://www.cedarscamps.org/metaphysical.

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