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Mude sua perspectiva e encontre a paz. Estudo Metafísico do Acampamento dos Cedros - Tema: A Alma.

Craig L. Ghislin, C.S., Glen Ellyn (Bartlett), IL
Posted Monday, February 11th, 2019

CIÊNCIA CRISTÃ - LIÇÃO BÍBLICA


Mude sua perspectiva e encontre a paz

11 - 17 de fevereiro de 2019

A Alma

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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH;
Bíblia A Mensagem - MSG; Ciência Cristã – CC; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB
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Ao longo dos anos, percebi que de todos os sinônimos que Mary Baker Eddy emprega para Deus, a Alma é a que parece causar mais confusão. Talvez isso aconteça porque o uso comum define a alma como tendo mais a ver com o homem do que com o seu Criador. A visão convencional é que a alma é a essência intangível de um indivíduo que habita temporariamente um corpo físico e que essa alma pode ou não sobreviver à morte do corpo. A Sra. Eddy evita essa noção e considera a Alma como Deus, nunca confinada em um corpo. Onde isso coloca o homem? Na Ciência Cristã, o homem é a expressão de Deus, a Alma. Assim como Deus é nossa Vida, Deus é nossa Alma. Nosso ser não está em um corpo, mas no Espírito, Deus.
Evidentemente, essa visão parte do pensamento convencional. Ao longo da lição desta semana, temos exemplos que seguem um padrão semelhante. Entender Deus como Alma requer ver as coisas a partir de uma perspectiva diferente. Esta lição nos ajuda a fazer isso de várias maneiras. Quais são alguns dos atributos de Deus como Alma? Quando eu estava na Escola Dominical, aprendi que os principais atributos da Alma eram beleza, alegria e harmonia. Cada um desses elementos está incorporado nesta lição. Esses atributos, expressos no homem, nos trazem uma sensação de tranquilidade, coragem, serenidade e paz.
O salmista aparentemente estava enfrentando uma ameaça considerável ao escrever as palavras do Texto Áureo. Em alegre antecipação da libertação da sua terrível situação, ele procura desesperadamente aquele estado de segurança e calma que só pode ser alcançado tirando o pensamento da circunstância humana e elevando-o a Deus.
Recentemente, vi um vídeo na Internet indicando que o caminho para obter a paz interior, seria dizer "sim" para qualquer situação em que se estivesse, ao invés de tentar lutar contra isso desejando estar em outro lugar. Essa NÃO é a abordagem que aprendemos na Ciência Cristã. Na Ciência Cristã, dizemos “sim” apenas a Deus e ao Seu governo. Este não é um exercício mental para fugir da realidade. Não, é uma disciplina espiritual que nos eleva para ver o que está acontecendo agora a partir da perspectiva de Deus. O primeiro passo para encontrar esse ponto de vista elevado da Alma é tirar os pensamentos do pântano do medo, da limitação, e da base material. Na maioria das vezes, quando as coisas parecem estar indo bem para nós, não temos incentivo para nos libertarmos da imagem mortal, então ficamos preguiçosos. A Leitura Alternada começa com um apelo estimulante para nos livrar da letargia do pensamento material. João Calvino (1509-1564) escreve:
“O profeta, estimulado pela gratidão, dá por seu próprio exemplo uma lição para cada homem a respeito do dever que lhe compete ... Se mesmo o profeta, que estava estimulado com um zelo mais intenso e fervoroso do que outros homens, não estava livre da aflição, da qual sua franqueza em animar-se é uma confissão simples, quanto mais necessário é para nós, que temos experiência abundante de nosso próprio torpor, aplicar os mesmos meios para nosso despertar? ”
O salmista chama tudo o que está dentro dele para elevar seu pensamento acima do quadro material, ao reconhecimento ativo do Senhor. O que é preciso para “subir ao monte do Senhor” - para aquele ponto de vista mais elevado? O salmista nos diz que o caminho está aberto àqueles que são íntegros, puros na conduta e no coração - não apenas em conformidade com a lei e as ações externas - mas com um coração que internamente concorda com tudo o que é bom. O salmista não se deixa hipnotizar pelas falsidades, nem concorda com elas ou as expressa. Ele fala apenas a verdade.
Ter um “coração puro” muitas vezes nos traz à mente a virtude moral, mas também precisamos manter nossos pensamentos purificados da dúvida e do medo. Embora a imagem material pareça assustadora, quando levantamos a cabeça e abrimos as portas do nosso coração para contemplar a glória do Senhor, essas dúvidas e medos se dissolvem.
Aprendi no Acampamento dos Cedros que, ao andar de cavalo, se olhar para a trilha ou a ponte que o cavalo deve atravessar, se pode ter dificuldade em fazer o cavalo passar por ali. É preciso olhar para além do obstáculo para onde se quer ir, e então o cavalo irá passar facilmente pelo desafio. É o mesmo com nossa oração. Se estivermos olhando para baixo, paralisados ​​pelo problema, estaremos suscetíveis a desistir. Precisamos focar nosso olhar para cima na direção em que queremos ir. A mansidão é uma qualidade extremamente útil na percepção desse ponto de vista espiritual. Ser manso é ser humilde, educável, piedoso, de espírito gentil e disposto a aprender.
Ser ensinável também nos permite abandonar o senso pessoal e estar dispostos a viver nossa vida pela direção de Deus. Outro benefício de alinhar-se com a direção de Deus é que isso permite que nossas “alma” fique à vontade. Não é realmente isso que ansiamos, estar à vontade no pleno conhecimento, expectativa e certeza de que Deus está governando e que tudo é exatamente como deveria ser?

Seção 1: Magnifique o Senhor
O salmista tem essa sensação de conforto ao magnificar o Senhor, pois “nenhum dos que nele confiam será desolado” (B1, Salmos 34: 3, 22). Algumas traduções alternativas da palavra “desolado” incluem “condenado, punido ou culpado” (Strong's). A palavra inglesa “desolada” significa “solitária, aflita, abandonada por Deus e privada de consolo” (Dicionário de Referência do Estudante). É assim que podemos nos sentir se deixarmos a imagem humana nos fascinar. A solução é “magnificar o Senhor”. Albert Barnes (1798-1870) nos diz que a palavra “magnificar” significa “literalmente 'tornar-se grande e então tornar-se grande na visão da mente”. Deus é maior do que qualquer desafio à nossa frente e nos redime da angústia que acompanha um ponto de vista mortal.
Quando o salmista compara a aparente insignificância do homem com a magnificência das estrelas e dos céus (B2, Salmos 8: 1,3,4,9), ele não está se referindo ao homem perfeito da criação de Deus, mas sim a enosh - o miserável homem mortal que vive em um estado de constante desgaste, medo, ignorância e pecado. Isaías e Jeremias nos asseguram que Deus nos criou para a Sua glória; e Deus elimina nosso medo, dando-nos total apoio de todo o seu coração e alma (B4, Jeremias 32 e B5, Salmos 43, 3 ).
Nosso livro texto, Ciência e Saúde, com a Chave das Escrituras, nos assegura que Deus é “infnito, a única Vida, a única substância, o único Espírito e a única Alma, a única inteligência do universo, que inclui o homem” (CS1, p.330). Mantendo nosso pensamento voltado para essa visão, confiamos que Deus nos manterá para sempre em todas as situações (CS2, p.70). Costumamos dizer que expressamos Deus, mas consideramos que o homem é a expressão da Alma (CS3, p.477). Isso significa que Deus está nos expressando. Portanto, nunca estamos na matéria e estamos sempre seguros. À medida que nos elevamos do falso senso tradicional da Alma (S4, p.482), nossa imortalidade virá à luz (CS5, p.335).

Seção 2: O Efeito de Estar no Monte com Deus - uma Face Radiante
Quando somos tentados a ficar impressionados com os desafios da vida, podemos orar com o salmista, buscando a Deus para iluminar nosso caminho para uma visão mais santa (B5, Salmos 43: 3). Não temos que temer que Deus nos esqueça, ou que possamos ser privados de algo bom. Deus, nosso grande guia e protetor, está sempre nos apoiando. As Escrituras prometem: “nenhum bem sonega aos que andam retamente” (B6, Salmos 84: 11).
Deus ordenou a Moisés que abençoasse a Arão com uma bênção que se tornou uma bênção bem conhecida: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti: o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz ”(B7, Números 6: 22-26). Certamente essa bênção nos deixaria confortáveis. Você já teve alguém lhe olhando com tanto amor e segurança que aqueceu seu coração de dentro para fora, e sentiu que tudo estava certo no mundo? Isso é apenas uma idéia da paz e da serenidade que sentimos quando sabemos que Deus está cuidando de nós.
O entusiasmo de conhecer e sentir a graça de Deus, mais do que provavelmente, fará com que brilhemos com alegria e felicidade. O rosto de Moisés literalmente irradiava inspiração quando desceu do monte. É assim que podemos ser também. Você não esperaria isso depois de uma visita a Deus? Bem, adivinhe? Vossa luz chegou e “a glória do Senhor nasce sobre ti!” (B9, Isaías 60: 1,2).
A Sra. Eddy observa o uso metafórico do sol como uma representação do cuidado constante e amor de Deus (CS 6, p.510). O sol brilha sobre todos, não é afetado pela rotação da Terra (CS7, p.310). Para o senso humano, quando a terra escurece, parece que o sol se foi e, da mesma maneira, podemos nos sentir distantes de Deus durante os tempos difíceis. Mas tudo é uma questão de ponto de vista. O sol está sempre brilhando, não importa o que esteja acontecendo na Terra, e Deus está sempre nos salvando e mantendo, não importa o que os sentidos estejam relatando. A Sra. Eddy também explica que parece que o sol está se movendo ao redor a Terra, quando, na verdade, a Terra está girando em seu eixo; da mesma forma, parece-nos que a Alma está no corpo, quando não está (CS8, p.119). Obter a imagem real é como obter o ponto de vista correto. Não importa o que parece estar acontecendo, Deus, a Alma é “imutável e eterna” (CS 9, p.120). Nós coexistimos com a Alma e não podemos nos separar dela. O homem não é Deus, mas o homem reflete Deus (CS10, p.250). A Sra. Eddy escreve: “Se dissermos que o sol representa Deus, então todos os seus raios representam coletivamente Cristo, e cada raio separado para homens e mulheres” (My 344: 3-5). Nosso livro texto nos diz: “O homem e a mulher, coexistentes e eternos com Deus, refletem, em qualidade glorificada, o infinito Deus Pai-Mãe-Deus” (CS11, p. 516).


Seção 3: Beleza de caráter e de ação
Moisés sorriu com inspiração em seu retorno do monte. Assim é conosco, a verdadeira beleza, a beleza da santidade, irradia de dentro (B10, Salmos 29:2). Não seria maravilhoso ser reconhecido pela nossa beleza que vem do Senhor (B11, Salmos 90: 16, 17 )? As Escrituras indicam que a mansidão é uma qualidade essencial para trazer essa beleza e a paz (B12, Salmos 37: 11). Abigail e Nabal ilustram a diferença entre uma pessoa que é mansa e vive na beleza, alegria e harmonia da Alma, e aquela que vive no egoísmo de perspectivas humanas limitadas (B14, 1 Samuel: 25: 2-5, 14-17, 18, 23,24, 28, 32, 33, 35).
O "nome", naquela época indicava a natureza ou o caráter da pessoa. Abigail significava: “A alegria do meu pai”. Ela entendia profundamente a graça social, a civilidade e a diplomacia doméstica, além de ter um alto grau de percepção espiritual. Nabal significava: “tolo”. A Bíblia diz que Nabal era “grosseiro e mau em suas ações”. O teólogo John Gill (1697-1771) acrescenta à descrição bíblica dizendo que Nabal era “moroso e mal-humorado no temperamento e na disposição de sua mente, e perverso em sua conversa, e fraudulento e opressivo em suas relações com os homens.
Compare o personagem de Nabal com o de Davi. Nabal era totalmente egoísta, vivendo apenas para seus próprios ganhos e interesses. Ele deve ter sido muito medroso e inseguro para ser tão defensivo e ganancioso. Seus servos estavam tão insatisfeitos com ele que nem desejavam lhe falar. Em vez disso, eles levaram suas preocupações sobre seu mau comportamento para a esposa Abigail. Davi tinha sido ungido para ser o novo rei, e ele tinha tudo o que poderia precisar, mas ainda assim, ele não tinha exatamente uma vida livre de problemas. Davi havia lutado muitas batalhas e conquistou sua posição. Além disso, Saul, o atual rei, passou muito tempo tentando matar Davi apesar de seu serviço a Israel. Para ter certeza, David teve que lutar com alguns dos instintos básicos, mas suas melhores qualidades prevaleceram. A maioria das realizações heroicas de Davi foram altruístas e ele claramente era consciente. Acima de tudo, mesmo com várias vitórias militares em seu crédito, ele ainda tinha mansidão suficiente para aprender.
O relato bíblico nos diz que Davi enviou dez servos para cumprimentar e saudar Nabal. Mas Nabal recusou a abertura amigável e, indiretamente, desprezou Davi. Quando Davi soube disso, sua reação inicial foi uma resposta básica, violenta e animalesca. Era como se ele estivesse dizendo: “ferra comigo e eu ferro com você”. Depois de ouvir sobre o incidente, Abigail tomou medidas imediatas para evitar um conflito sangrento. Ela precisava estar espiritualmente preparada para fazer isso. Seu apelo à natureza superior e ao chamado de Davi foi bem-sucedido, em grande parte devido ao fato de que Davi foi atencioso o suficiente para refletir sobre suas ações antes de cometer um erro.
Examinando a definição de “mansidão”, encontramos uma visão dos personagens tanto de Abigail quanto de Davi. Mansidão: “suavidade de temperamento, brandura, gentileza, paciência; e humildade, resignação, submissão à vontade divina, sem murmurar ou imperar ”(SRD). Abigail exibiu a primeira parte da definição e David a segunda.
Abigail e Davi refletiram o que a Sra. Eddy chama de “o belo no caráter”, “é também o bom, que une indissoluvelmente os elos dos afetos” (CS12, p.60). Quem já esteve em uma situação em que faria alguma coisa que fosse impulsionada mais por uma reação, ou por um instinto mais básico, mas depois mudou de rumo e adotou uma abordagem mais amorosa? Não foi ótimo? Tenho certeza de que Davi se sentiu muito mais satisfeito em demonstrar misericórdia, compreensão e compaixão do que teria se matasse Nabal. A felicidade nunca vem de seguir paixões humanas. Paixões humanas reagem em vez de responder. Essas paixões incluem o egoísmo, a impaciência, a desconsideração pelos outros, a arrogância e assim por diante - todos os chamados instintos do "cérebro de lagarto", e não a abordagem inteligente e medida. Nossa Líder declara que o bem “tem de predominar sobre o mal… senão a felicidade jamais será alcançada”. A única verdadeira satisfação vem da Alma. Isso pode parecer um pouco limitado no começo. Mas é exatamente o oposto e nosso livro-texto declara: “A alma tem recursos infinitos” para nos abençoar (CS12, p.60).
Embora não esteja na lição, mesmo que a intervenção de Abigail tenha impedido David de matar Nabal, ele ainda acaba morrendo como resultado de seu comportamento. Assim como o destino de Nabal, todo comportamento animalesco é autodestrutivo. A alma, por outro lado, “não tem elemento algum de autodestruição” (CS13, p.311). Tenhamos em mente também que a Alma sendo sem pecado nunca está realmente em um corpo material. Alma só parece estar no corpo através de uma crença falsa. Enquanto essa crença prevalecer em nossa consciência, temporariamente nos encontraremos sob a influência dessa crença. Mas também é importante lembrar que essa crença falsa não é nossa crença. É uma mente mortal dizendo uma mentira para si mesma e acreditando em sua própria mentira.
Nossa Líder nos diz que a “primeira exigência desta Ciência é: “não terás outros deuses diante de mim. Esse mim é o Espírito” (CS 14, p. 467). Isso significa que nossa única inteligência, vida, substância, verdade e amor devem ser espirituais. Seguir essa demanda nos ajudaria a manter um caráter bonito. Da mesma forma que alguém fica olhando para onde quer ir quando monta um cavalo, a Sra. Eddy nos diz que se quisermos construir um caráter forte, temos que ter bons e fortes modelos de pensamento (CS15, p. 248). Se deixarmos que essas qualidades celestiais nos governem, as falsas visões se reduzirão ao nada.

Seção 4: O poder curativo da música
Como sabemos, nem sempre é fácil deixar essas qualidades celestiais prevalecerem. Às vezes, parecemos ficar presos à visão material de mundo e simplesmente não podemos elevar nosso olhar mais alto. Se esse é o caso, o amor divino sempre tem um meio de nos alcançar. A harmonia é um dos atributos da Alma e é perfeitamente expressa na música. Para ser correta, nem toda música é edificante. Em alguns casos, pode até ser assustadora. Mas quando impelida pela Alma, a música tem poder de cura.
Esse poder foi evidenciado quando Davi refrescou Saul enquanto tocava sua harpa (B16, 1 Samuel 16: 17, 21, 23). A Bíblia diz que um “espírito maligno da parte de Deus, vinha sobre Saul” e, como Davi brincava, “o espírito maligno partiu”. É importante notar que Deus nunca dá a alguém um espírito maligno. Pelo contrário, Deus nos envia misericórdia e verdade para nos acalmar e nos curar através de qualquer jornada, onde precisarmos (B17, Salmos 25: 10).
Muitos sentiram o poder de cura da música. A música é um microcosmo da harmonia do universo. A Sra. Eddy nos diz: "O homem é harmonioso quando governado pela Alma" (CS16, 273). Nosso livro-texto confirma que Deus nunca causa discórdia de qualquer tipo (CS17, p.206). Saber que a desarmonia é irreal nos ajuda a ver as coisas em sua verdadeira luz (CS 18, p.276). A harmonia é sempre a realidade e a discórdia é a irrealidade. Quando nos deparamos com a discórdia, ou com qualquer situação que nos cause medo, estresse ou preocupação, nosso rumo é permanecer firme na presença da harmonia até que a harmonia seja restaurada (CS19, p.412). Esta não é uma proposta “falsa até que você a faça”, nem é simplesmente um mecanismo de enfrentamento mental para nos fazer passar por uma fase difícil. Estamos percebendo a presença da harmonia agora como a única realidade.
É importante entender que, mesmo que pareça, nem a música nem o som em geral são realmente comunicados pelos sentidos. São transmitidos pela Alma e são recebidos e reconhecidos através do sentido espiritual (CS20,p.213). Como precisamos de bons modelos de pensamento para despertar nosso verdadeiro caráter espiritual, nossa atitude e perspectiva serão calmas ou tempestuosas, dependendo de quais melodias mentais estamos dando nossa atenção. Nosso livro-texto nos encoraja a deixar a Ciência Cristã substituir toda discórdia pela harmonia divina (CS 21, p. 495). “Deixar” significa “admitir” ou “permitir” que algo aconteça. Não está forçando nada, nem está empurrando com punhos cerrados. Então, se dissermos "sim" a qualquer coisa, digamos "sim" à harmonia da Alma.

Seção 5: Esteja Aberto e Olhe para Cima
Enquanto a beleza e a harmonia parecem chegar até nós por meio dos sentidos físicos da visão e do som, são realmente os sentidos espirituais que discernem e compreendem a beleza e a harmonia. A Bíblia reconhece que as faculdades de ver e ouvir são de Deus (B19, Provérbios 20: 12). Tanto na cura do surdo-mudo (B21, Marcos 7: 32-35) quanto no cego (B22, Marcos 8: 22-25), Jesus os tirou da vista do público e, em ambos os casos, cuspiu durante o processo. Comentaristas especulam que, em ambos eventos, Jesus foi para um local privado, a fim de não chamar a atenção. Também assegurou aos necessitados que Jesus os cuidou e os protegeu. Além disso, separá-los poderia ter proporcionado a oportunidade para Jesus direcionar mais completamente sua atenção para a necessidade do momento. O cuspe mencionado em ambas as curas é considerado um sinal de desprezo. Portanto, podemos supor que Jesus estava rejeitando as leis da hereditariedade, ou acidente, ou o que quer que alegasse ser a causa dessas deficiências. Além disso, em ambos os casos, Jesus deu um comando. Para o surdo-mudo ele disse: "abre-te", e ele fez o cego olhar para cima. À luz do tema desta lição de ganhar uma perspectiva mais elevada, todos os elementos dessas curas fazem sentido. Em vez de permanecer no atoleiro do testemunho dos sentidos materiais, precisamos estar abertos à realidade e olhar para cima a fim de obter uma perspectiva mais elevada.
Jesus deu ouvidos aos surdos e visão aos cegos porque sabia que as faculdades da Alma são espirituais (CS 22, p.210). Nosso livro-texto nos diz que ver as coisas no caminho de Jesus “transforma as sombrias visões do senso material em harmonia e imortalidade” (CS23, p. 428). Transformar essas "visões sombrias do sentido material" não é exatamente o que ansiamos fazer? Ouvir a voz da Verdade falando à nossa consciência, em vez da estática e tagarelice do pensamento material? (CS24, p. 332) Nosso livro-texto define “olhos” como “discernimento espiritual” e “ouvidos” como “compreensão espiritual” (CS25, p. 585 e CS26, p.586). Nenhuma dessas faculdades tem a ver com órgãos materiais. Os sentidos espirituais são sempre perfeitos e incapazes de ser perdidos ou feridos. “Nem a idade nem acidente podem interferir nos sentidos da Alma, e não há outros sentidos reais. É evidente que o corpo como matéria não tem sensação própria, e não há esquecimento para a Alma e suas faculdades”(CS27, p.214).
Se olharmos para o mundo a partir de uma perspectiva material, inevitavelmente encontraremos discórdia. Mas ver discórdia não significa que ela seja real (CS28, p. 390). Quando abrimos nossos ouvidos para ouvir a voz de Deus e abrimos nossos olhos para ver o que Deus está fazendo, a harmonia é restaurada.

Seção 6: Delicie-se com a Glória
O salmista não depende do testemunho físico para indicar ou ditar sua perspectiva (B24, Salmos 86: 4, 10, 12). Ao olharmos somente para Deus, ele eleva nossa alma - essência e ser interior - para as coisas superiores, e reconhece a Alma como a identidade e fonte de tudo o que existe. Como ele pode não louvar e glorificar a Deus?
Vendo a beleza, a alegria e a harmonia da Alma, apesar dos desafios da situação humana, nós nos irradiamos com a paz e a tranquilidade divinas, assim como Moisés fez (CS29, p.247). Na Ciência Cristã todo louvor e glória vão para Deus (CS 30, p. 262). Nossa vida e nossa alma é Deus. Há apenas uma Alma, Deus infinito, fora do tempo e do espaço. A Sra. Eddy afirma claramente: "O homem é o reflexo da Alma" (CS31, p.249). Lembre-se de que uma reflexão não é apenas como o original; existe no original - no olho do observador. Como reflexos de Deus, somos o que Deus está vendo - somos Sua ideia. Se esse é o caso, como podemos continuar a revirar as perspectivas humanas deprimentes e perturbadoras? Deixemos a nossa alma com o Senhor, ascendamos àquela colina sagrada, deixemos a nossa bela personagem brilhar e habitaremos na serenidade e paz, a glória de Deus.


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A equipe de tradução para o português é composta por Ana Paula Wagner, Elisabeth Zir Friedrichs, Ovídio Trentini e William Trentini, com revisão de Leila Kommers. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.
Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.
Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será postado, no link abaixo, na 2a. feira. Sua tradução para o português será postada até a 4ªfeira. Busque e leia o texto em inglês em http://www.cedarscamps.org/metaphysical.

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