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Habite na casa não feita por mãos. Estudo Metafísico do Acampamento dos Cedros - Tema: A Alma e o Corpo.

Craig L. Ghislin, C.S., Glen Ellyn (Bartlett), IL
Posted Monday, November 16th, 2020

CIÊNCIA CRISTÃ - LIÇÃO BÍBLICA

[Habite na casa não feita por mãos]

16 a 22 de novembro de 2020

A Alma e o Corpo

Estudo preparado por:

Craig L. Ghislin, C.S. Glen Ellyn, Illinois (Bartlett), EUA

craig.ghislincs@icloud.com +1(630) 830-8683 / +1(630) 234-3987 __________________________________________________

Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH; Bíblia A Mensagem - MSG; Ciência Cristã – CC; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB

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Onde você habita? Você pode pensar que habita em um corpo, em uma casa ou apartamento, em uma cidade e assim por diante. Mas com a mais absoluta certeza, nós habitamos na Alma, Deus. Os israelitas muitas vezes se viram sem um lugar que pudessem chamar de lar. Mas, como indica o Salmo 90:1, do Texto Áureo desta semana, não importa onde estivessem, eles sempre foram capazes de se refugiar em Deus. Assim como os filhos de Israel, nós também encontramos nossa morada permanente em Deus.

Esse fato espiritual não é facilmente percebido pelos sentidos. A Leitura Alternada (Isaías 42:1; 55:3, 8–12; 60:1, 19) nos convida a inclinar “os ouvidos” e ir a Deus e a nossa “alma viverá”. O estudioso da Bíblia, John Trapp (1601-1669), no século XVII, observou que esse chamado para ouvir espiritualmente é o oposto de como “nossos primeiros antepassados” inclinaram os ouvidos para aquele “destruidor de velhos homens”, também conhecido como a serpente. Isso é mais do que uma conexão inteligente de ideias metafóricas. À medida que nossa leitura de Isaías 55 continua, podemos ver que os caminhos de Deus estão muito além e acima dos caminhos dos homens. Tentar obter uma imagem clara da vida e do existir mergulhando nos sentidos é inútil. Os hábitos dos homens se alteram continuamente, à medida que novas teorias se desenvolvem. Mas os caminhos de Deus são permanentes e completos. Eles cumprem seu propósito sem falhar e nunca variam com a opinião humana. São leis fixas que não podem ser quebradas.

A LA ainda nos mostra que com a Palavra de Deus vem uma luz que desperta a humanidade das trevas das teorias humanas. O brilho da luz de Deus torna até mesmo o sol e a lua desnecessários.

O teólogo John Calvin (1509-1564) ressalta o poder dessa luz, observando que o chamado para despertar é uma revogação de surgir do pó. Em seguida, ele destaca a diferença entre a constante variabilidade do mundo material e a permanência da lei de Deus. Ele escreve:

(…) O Profeta pretendia expressar uma bênção ainda maior, que somente os filhos de Deus desfrutam, a saber, a Luz celestial, que os ímpios odeiam e, portanto, não podem receber; pois, embora desfrutem do sol e de outras bênçãos, sua felicidade não pode ser sólida e duradoura; porque, sem sentir o gosto, não saboreiam o que era da maior importância (...)

Seção 1. Deus, a Alma é incorpóreo — não tem corpo.

Em B1 (Salmo 84:1,2,4) lemos sobre uma alma que “suspira e desfalece pelos átrios do Senhor”, por algo melhor do que os sentidos podem proporcionar: o desejo de viver na presença da jurisdição e proteção divinas - o tempo todo.

Moisés também ansiava por isso. Ele recebeu sua missão de Deus, mas não sabia como cumpri-la. Em B2 (Êxodo 33), Deus fala a Moisés de uma nuvem. Mas Moisés quer mais do que isso. Deus o lembra, porém, que Ele não pode ser visto na carne ou por meio dela. No entanto, Deus sempre estará com ele. Você já sentiu que queria uma prova mais tangível de Deus para ajudá-lo em sua missão?

Quando Deus diz: "você não pode ver meu rosto e viver", isso significa "os sentidos mortais são incapazes de contemplar o Espírito". Paulo também sabia disso. Em B3 (1Coríntios 2:9-10), Paulo diz que nenhum olho viu, nem ouvido ouviu a Deus, ou O entendeu. A única maneira de abordar as “profundezas de Deus” é por meio do Espírito.

As primeiras quatro citações em Ciência e Saúde nos dizem de várias maneiras que Deus é incorpóreo - ou sem corpo (CS1, p. 465; CS2, p. 335; CS3, p. 116; CS4, p. 140). Devemos lembrar de que quando falamos sobre Deus na Ciência Cristã, não estamos falando sobre um super-humano no céu, ou realmente qualquer coisa parecida com um ser humano. Estamos falando sobre o divino Criador de tudo o que existe. Dizer que Deus é incorpóreo é o mesmo que dizer que Mente, Espírito, Alma, Princípio, Vida, Verdade e Amor são incorpóreos — não estão confinados em um corpo.

Visto que há apenas um Deus — uma Vida, uma Alma — nossa vida, nossa alma ou identidade também é incorpórea. Nosso livro-texto afirma que toda a existência está em Deus e que Deus (Vida, Alma) não pode ser visto com os sentidos porque Ele não está na matéria. Ele não tem corpo. “Não é materialmente, mas espiritualmente que nós O conhecemos como a Mente divina, como a Vida, a Verdade e o Amor” (CS4, p.140). Por que concluímos que isso significa que também somos incorpóreos? Porque, uma vez que existe apenas um Deus, isso significa que existe apenas um Ego. Ciência e Saúde nos diz que, “O Ego único, a Mente única, o Espírito único chamado Deus, é a individualidade infinita que provê toda forma e beleza e que reflete a realidade e a natureza divina no homem espiritual individual e nas coisas espirituais e individuais” (CS5, p. 281). Isso significa que nossa individualidade só pode ser encontrada naquele único Ego ou Alma, que chamamos de Deus.

Seção 2. NEle vivemos — na Alma.

Bem, se Deus é nossa Vida e nossa Alma, o que é esse corpo que acreditamos estar carregando, ou melhor dito, que parece estar nos aprisionando? Em B4 (2Coríntios 5), Paulo se refere ao corpo como sendo nossa “casa terrestre” ou “tabernáculo”. É preciso mencionar que o tabernáculo é uma armação temporária usada para viajar, podendo ser montada e desmontada rapidamente. Paulo emprega o termo tabernáculo como uma representação figurativa de nosso corpo – que ele acreditava ser uma morada temporária para a alma. Paulo considerava o verdadeiro corpo como uma “casa não feita por mãos, eterna, nos céus” (B4, 2Coríntios 5:1). Esta é uma crença teológica antiga ainda largamente aceita. Paulo pensava que, considerar o corpo como nossa verdadeira morada, nos impede de habitarmos com o Senhor. Assim como o salmista ele aspirava, até mesmo gemia, para deixar o corpo e habitar com o Senhor.

Além disso, em B5 (Atos 17:28), Paulo faz a declaração surpreendente de que “nele (em Deus) vivemos, e nos movemos, e existimos”. Comentaristas bíblicos se desdobram para explicar esta declaração em termos alegóricos. Como o compreendemos na Ciência Cristã, no entanto, esta é um fato sólido. Falando espiritualmente, não vivemos em um corpo, nem mesmo temporariamente. Vivemos sempre em Deus, nunca em nenhum outro lugar. Essa é a casa “eterna, nos céus”.

Em CS6 (p. 477) lemos a seguinte pergunta: “O que são o corpo e a Alma?”. A resposta se inicia assim: “A identidade é a reflexão do Espírito …”. Há muitos anos descobri que o “Students Reference Dictionary” define identidade como “uniformidade em oposição à similitude ou diversidade”. Similitude significa comparar duas coisas e diversidade também implica em pluralidade. Mas identidade significa uniformidade. Uniformidade com que? Com Deus.

Existem várias teologias que tratam da uniformidade do homem com Deus, mas a teologia tradicional muitas vezes ensina que Deus é semelhante ao homem, em vez de mostrar que o homem é semelhante a Deus. Essa é uma diferença enorme. Se pensarmos que Deus é semelhante ao homem, como Mary Baker Eddy escreve: “ficamos impedidos de deixar atrás as dúvidas e os medos humanos que acompanham tal crença” (CS7, p. 13). Os sentidos apresentam tudo em sentido contrário. Como enunciado em Ciência e Saúde: “O mundo do erro é ignorante quanto ao mundo da Verdade – cego para a realidade da existência do homem – pois o mundo da sensação não tem conhecimento da vida que está na Alma, e não no corpo” (CS7, p. 13).

É por isso que precisamos mudar o nosso ponto de vista. Todas as nossas limitações e fraquezas advêm da falsa crença de que vivemos em um corpo material. Lemos em Ciência e Saúde: “Mais cedo ou mais tarde aprenderemos que os grilhões da capacidade finita do homem são forjados pela ilusão de que ele viva no corpo em vez de na Alma, na matéria em vez de no Espírito” (CS8, p. 223). Os grilhões são correntes ou algemas colocadas em volta dos tornozelos. A maneira de se livrar destes grilhões consiste em “despojar o pensamento daquilo em que erradamente confia e das evidências materiais” (CS9, p. 428).

Despojar significa tirar a roupa. Será que você está usando a vestimenta da carne? Será que você está pronto para livrar-se das crenças da carne? Para compreender que vivemos na Alma precisamos nos despir das vestimentas da carne.

Seção 3. Não acredite na serpente.

Como foi que nos metemos nesta confusão? Será que podemos sair dela? De acordo com as Escrituras é certo que podemos – de fato, este é o nosso destino. As Escrituras também nos dão uma explicação de como nos metemos nela. Adão e Eva estavam vivendo no paraíso. Eles tinham tudo de que precisavam e tudo havia sido declarado por Deus como sendo bom. Foi então que a serpente enganou Eva. Ela fez com que Eva pensasse que Deus estava retendo algo – que eles poderiam ter mais do que Deus lhes havia dado. Eva engoliu essa mentira e Adão também.

Não sabemos se Paulo considerava ou não a história de Adão e Eva como uma alegoria, mas sabemos que Paulo estava preocupado com a possibilidade de cairmos na mesma armadilha. O desejo de Paulo é de que nos mantenhamos na simplicidade, confiantes de que o que Deus faz é o bastante. O impostor, porém, procura corromper nossa devoção e nossa doutrina, nossa mente e nosso coração, nossa adoração e nosso modo de viver. De que maneira o impostor tem procurado corromper a simplicidade de Cristo em sua vida?

Assim como Paulo, o discípulo João deseja que expressemos sabedoria ao enfrentar as falsas promessas da serpente. A serpente se apresenta de muitas formas diferentes, tais como teorias do mundo que à primeira vista parecem fazer sentido. Recebemos o conselho de “provar os espíritos”. (B8, 1João 4:1). Mesmo assim, temos de ser cuidadosos.

Veja, o erro de Eva começou com uma conversa aparentemente amistosa com a serpente. A serpente não aceitava os limites que Deus havia imposto. João nos adverte que as teorias do mundo são incentivadas e nelas acreditam aqueles que pensam de maneira mundana. Mesmo quando aqueles que procuram ter a mente espiritualizada começam a incentivar teorias mundanas – mesmo que eles tenham assumido a aparência de santidade – o coração deles é influenciado pelo mundo. E aqueles que são do mundo compreendem e ouvem apenas os conceitos do mundo.

Só porque alguém finge ou acredita que está inspirado, isso não significa que assim é. Não se deixe seduzir pelo mentiroso. Os que não são regenerados só querem ouvir as ideias com as quais concordam e aquelas que apoiam seu pecado. Aqueles que são de Deus, podem ouvir e são apenas receptivos às Suas mensagens.

Vemos que a serpente continua argumentando que vivemos no corpo e que nada podemos fazer contra isso (CS11, p. 280). Mary Baker Eddy diz que em vez de possuirmos uma forma material dotada de sensação, temos um corpo isento de sensação. Somos muito mais do que “uma forma material com uma mente por dentro…” (CS12, p. 258). E é essa crença que é a causa de nossos problemas.

Então, como é que nos livramos dessa crença? Uma das explicações mais sucintas de Mary Baker Eddy página é: “Entendemos a Vida na Ciência divina somente à medida que vivemos acima do senso corpóreo e o corrigimos. A proporção com que aceitamos as manifestações do bem ou do mal determina a harmonia de nossa existência – nossa saúde, nossa longevidade e nosso Cristianismo” (CS14, p.167),

Não conseguiremos alcançar a realidade das coisas através dos sentidos materiais, através de teorias materiais ou do raciocínio material. Precisamos viver e pensar para além da corporalidade.

Seção 4. Ver através da névoa da crença mundana.

Conforme visto no trabalho de ensino e cura de Jesus, o Mestre nos ensinou a ser o melhor que podemos. Em B10 (Mateus 5:1,2,16,48) ele nos diz para deixar nossa luz brilhar para que todos possam vê-la. E nos pede que sejamos o mais semelhante possível com o Pai. Esse não era o tipo de coisa que a maioria dos discípulos estava pronto para ouvir. Como dissemos antes, as pessoas de mente mundana tendem a não compreender as coisas espirituais. Além disso, a citação B11 (Mateus 7:28,29) nos diz que Jesus não ensinou da maneira usual, construindo suas teorias sobre aqueles que vieram antes dele. Não, Jesus ensinou de uma maneira totalmente nova - uma maneira espiritual de pensar, diretamente de Deus.

Para ilustrar os resultados desse tipo de pensamento, temos o relato de cura de alguém “endemoninhado, cego e mudo” (B12, Mateus 12:22). O teólogo Adam Clarke (c. 1760-1832) explica que a possessão por um demônio tem um significado particular. Nesse caso, ser cego e mudo representa o diabo dominando o coração, os olhos e a língua do pecador. Seu coração está cheio de amor ao pecado; seus olhos estão cegos para que ele não veja sua própria culpa e a perdição que o espera. Sua língua é impedida de orar e suplicar, enquanto aumenta em mentiras, calúnias, blasfêmias e assim por diante. Claramente, este é um exemplo de pensamento mundano obscurecendo a capacidade de discernir espiritualmente. Só Jesus pode redimir essa condição.

O ponto aqui é que o pensamento mundano obscurece a visão espiritual. Não há nada realmente novo sobre esse conceito. Durante séculos, a teologia ensinou que existe um círculo vicioso em que os pecados de Adão e Eva condenaram toda a humanidade a pecar, e que a única saída é aceitar os ensinamentos de Cristo para ser redimido do pecado.

Mary Baker Eddy refinou essa visão doutrinária. A teologia tradicional diz que o homem foi originalmente criado do pó e, posteriormente, de um óvulo, e então o pecado de Adão e Eva o condenou. Mas a Ciência Cristã explica que é o pecado que gera toda a crença na qual o homem nasce e está confinado na matéria para começar. Ela discerniu que Jesus poderia curar doenças e pecados porque ele via o homem não como um pecador caído, mas como um filho de Deus, que, na realidade mais profunda de todas as coisas, é tão perfeito - completo e maduro - quanto Deus é. Essa compreensão cristã destrói não apenas o pecado, a doença e a morte, mas também a crença de que estamos separados de Deus desde o princípio.

As curas de Jesus nos ajudam a nos libertar da crença de que estamos separados de Deus e confinados por um corpo físico (CS17, p. 494). Em vez de deixar a crença na corporeidade governar o dia, devemos seguir o exemplo de Jesus e deixar a Alma controlar a situação (CS18, p. 395). Isso é importante porque muitas vezes sentimos que o corpo está no comando, mas isso é um mal-entendido da verdadeira causa e efeito. O corpo não é a causa.

Conforme explicado na citação CS19 (p. 208), em Ciência e Saúde;

“Um corpo material expressa apenas uma mente mortal e material. O homem mortal possui esse corpo e o torna harmonioso ou desarmonioso, segundo as imagens de pensamento que nele são gravadas. Envolves teu corpo no pensamento e deverias delinear nele pensamentos de saúde, não de doença. Deverias banir todos os pensamentos de doença, de pecado e de outras crenças incluídas na matéria. Por ser imortal, o homem tem vida perfeita, indestrutível”.

Isso está tão claro. Pode parecer que nos dá um certo grau de responsabilidade em relação a nossa saúde, mas também nos dá uma grande dose de autoridade. De que forma você pode começar a exercer essa autoridade?

Seção 5. Pare de tentar confinar a Alma em uma forma finita.

Como podemos ver a partir da última citação, banir todas as crenças na matéria envolve trabalho. Nosso objetivo é elevar-nos acima da crença de uma alma espiritual vivendo em um corpo material, para a percepção de nossa “casa não feita por mãos, eterna, nos céus”. Na transfiguração encontrada em Mateus 17:1-9, Pedro, Tiago e João tiveram um vislumbre da existência celestial. O relato de Mateus diz que Jesus os trouxe a um alto monte. O rosto de Jesus brilhava e suas vestes era "brancas como a luz". Eles viram seu Mestre conversando com Moisés, que representava a Lei de Deus e havia morrido séculos antes, e Elias, que representava os profetas e havia ascendido.

John Gill (1697-1771) aponta que na versão de Marcos, a veste de Jesus é descrita como "excessivamente branca como a neve, de modo que nenhum alfaiate poderia deixa-las mais brancas". Ele explica que um alfaiate poderia restaurar qualquer vestimenta à sua cor original. Um paralelo intrigante pode ser sugerido aqui: assim como as técnicas mais avançadas restauram as vestimentas à sua pureza original, o Cristo também restaura nosso caráter à pureza.

Durante a transfiguração de Jesus, João e Tiago permanecem calados, mas Pedro acha que vê uma oportunidade. O problema é que Pedro está pensando como os homens pensam. Veja, cerca de uma semana antes, Jesus revelou que ele teria que ir a Jerusalém para ser crucificado. Pedro queria evitar isso a todo custo e disse isso a Jesus. Jesus prontamente o silenciou com uma palavra surpreendente: "Para trás de mim, Satanás" (Mateus 16:22). Agora, enquanto Pedro vê Jesus conversando com Moisés e Elias sobre a crucificação, Pedro pensa que encontrou uma solução. Em vez de Jesus ter que passar por toda aquela agonia em Jerusalém, por que não construir três tendas e ter o reino dos céus bem aqui!

William Burkitt (1650-1703) expõe os esforços equivocados de Pedro:

São Pedro errou ao desejar uma perpetuidade daquela condição que era apenas transitória e momentânea. Esta visão foi apenas uma amostra da Glória, não uma refeição completa. Ele erra, porque iria trazer o céu para a terra, e assumir com “Tabor” em vez do céu. Ele erra, pois entraria na posse da glória do céu, sem sofrimento e sem [Jesus] ter de morrer. Pedro estaria vestido, mas não estava disposto a se despir.

Podemos ver que Pedro estava tentando encontrar uma maneira de confinar o espiritual dentro dos parâmetros materiais e tentando contornar o difícil trabalho necessário para superar a crença material. Você se lembra quando Deus falou com Moisés de uma coluna de nuvem? Bem, na transfiguração a voz de Deus sai de uma nuvem novamente. Os comentaristas presumiram que isso acontecia porque ninguém podia ver Deus e viver, porque o brilho da visão teria sido demais para os discípulos sobreviverem.

O senso material não pode sobreviver ou compreender a realidade espiritual. Ao longo dos tempos, os profetas tiveram vislumbres parciais da realidade pura, mas apenas o quanto eles podiam suportar (CS20, p. 333). Vislumbres do homem real vêm a nós de qualquer maneira a qual estejamos dispostos, prontos e capazes de aceitar. O livro-texto, na página 67 diz: "É a consciência espiritual, não a corporal, que se faz necessária". Agora, embora haja um processo para demonstrar e compreender totalmente a natureza genuína e incorpórea do homem, é importante entender que o homem verdadeiro e imortal " não é e nunca foi material, mas sempre espiritual e eterno" (CS22, p. 336). Mas, é preciso consciência espiritual para ver isso. O plano de Pedro de mover uma ideia celestial a um projeto habitacional na terra era impossível porque a espiritualidade nunca pode ser contida em um local material - seja um edifício ou um corpo. O corpo é temporal. A identidade do homem real não é encontrada em uma forma transitória e finita, mas existe na Alma para sempre permanente.

Mesmo um vislumbre do homem real é um "vislumbre antecipado da eternidade". Quando entendermos isso completamente, não teremos que morrer fora da matéria, vamos apenas ver as coisas como elas são. Nossa identidade espiritual incorpórea acabará sendo vista como nossa única identidade livre de tempo ou espaço. Como Ciência e Saúde confirma, “A imortalidade da Alma faz com que o homem seja imortal”.

Seção 6. Uma visão inspirada.

Onde Pedro teve dificuldades devido a sua visão material limitada das coisas, João via as coisas diferentemente. Salmos 84:11 declara que nenhum bem sonega aos que andam retamente”. João foi um daqueles que não somente caminhava com retidão, mas também enxergava com retidão. Por esta Lição toda vimos que se quisermos compreender o sentido espiritual das coisas, temos que utilizar o senso espiritual. João exemplificou a maioria, se não todos, os requerimentos mencionados em cada seção da Lição dessa semana.

Assim como o profeta Isaias, João sabia que os caminhos de Deus são mais elevados do que os caminhos do homem, e que o senso espiritual é necessário para se compreender a realidade espiritual. Ele tinha total confiança de que a Palavra de Deus era lei, e ele estava disposto a se elevar e aceitar a luz. Como o salmista, João queria ver as cortes do Senhor, e ele conseguiu fazer melhor que isso - ele viu o novo céu e a nova terra. Como Paulo, ele sabia que o tabernáculo terreno chamado “corpo” era meramente uma crença temporária, e que em verdade vivemos, nos movemos e temos nossa existência em Deus. Ele não foi enganado pelas mentiras da serpente, e também nos alertou sobre elas. Ele não deixou que o nevoeiro do pecado e das crenças do mundo ofuscassem sua visão, ensurdecessem sua audição, ou limitassem sua habilidade de deixar sua luz brilhar. No monte da transfiguração ele seguiu o comando de escutar a mensagem de Jesus profundamente em seu coração. Estas atitudes e práticas espirituais culminaram na visão que chamamos de Apocalipse. A autora do Ciência e Saúde devotou um capítulo inteiro para explicar aquela visão.

Lendo as citações do Ciência e Saúde encontradas na lição dessa semana nas páginas 573, 576 e 561, nos serve como um resumo abreviado de como estas práticas espirituais funcionam. João vislumbrou “aquilo que é invisível para o pensamento não-inspirado” porque ele sabia que Deus “está sempre com os homens”. Isto permitiu que ele enxergasse através das mentiras da serpente de que o homem era “um miserável pecador”. Isto foi possível porque o “o senso corpóreo de S. João a respeito dos céus e da terra havia desaparecido”. Ele viu, o que “ nos parece oculto na névoa da distância … enquanto ele ainda habitava com os mortais”. Sua visão revelou que no céu não existe templo, ou corpo, e que o reino dos céus está “ao alcance da consciência do homem agora, e a ideia espiritual o revela”.

Tudo isso é para enfatizar o ponto geral dessa Lição que se encontra na página 477 do livro texto. “O homem não é uma habitação material para a Alma; ele mesmo é espiritual.”

Portanto, onde habitamos? Ciência e Saúde declara que “O homem é o reflexo da Alma” (CS30, p. 249). Um reflexo não é independente do original. E tampouco está fora do original. Se você se olhar no espelho, o reflexo não está no espelho: o reflexo está no olho do observador. Portanto, se o homem é o reflexo de Deus, o homem é Deus se observando a si mesmo. Portanto, como Paulo disse: “nele vivemos, e nos movemos, e existimos”. Se isso parece difícil de entender, não se preocupe. Os caminhos de Deus são mais elevados do que os nossos. À medida que nos elevamos acima do testemunho dos sentidos, os nevoeiros se dispersam, e podemos ver que verdadeiramente habitamos em Deus.

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A equipe de tradução para o português é composta por Ana Steffler, Elisabeth Zir Friedrichs, Ovídio Trentini, Ursula J. Dengler, e William Trentini, com revisão de Leila Kommers. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.

Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.

Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link http://www.cedarscamps.org/metaphysical.

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